Levantamento coordenado por Elaine da Cruz aponta aumento no desconhecimento sobre valores máximos, preocupação com uso de dados pessoais e crescimento do comércio digital em farmácias.
A pesquisa realizada pela Diretoria de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, sob a coordenação de Elaine da Cruz, revelou que quatro em cada cinco consumidores (79,13%) desconhecem que a maioria dos medicamentos possui um teto máximo de preço definido pela CMED e divulgado pela Anvisa (PMC). Esse desconhecimento aumentou em relação a 2025 (74,82%), mesmo em um cenário onde o custo pesa gravemente no bolso: 88,10% dos entrevistados já deixaram de comprar algum remédio devido ao valor e 94,93% pesquisam preços antes de comprar. Como reflexo, metade dos consumidores (50,20%) adota a estratégia de trocar o produto prescrito por um genérico ou opção mais barata na hora da compra.
O levantamento, realizado entre 4 e 29 de maio de 2026 com 1.819 cidadãos, também acendeu um alerta sobre a privacidade de dados e os novos hábitos de consumo nas farmácias. Embora 71,20% dos clientes forneçam o CPF rotineiramente para garantir descontos, a maioria absoluta (54,29%) afirma não saber como essas informações são tratadas pelos estabelecimentos. A diretora Elaine da Cruz destaca ainda que o estudo captou um avanço expressivo no comércio digital, com o uso combinado de canais físicos e online saltando de 31,25% para 39,40% em um ano, consolidando a necessidade de maior fiscalização e educação para o consumo seguro no estado de São Paulo.
