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Jundiaí: Exclusão de vereador de reunião sobre Plano Diretor gera críticas à gestão Martinelli

Henrique Parra afirma que não foi convidado para discussão sobre a revisão do Plano Diretor e questiona a ausência do Conselho Municipal de Política Territorial. Caso reacende debate sobre transparência e participação popular em um dos temas mais estratégicos para o futuro da cidade.

Por Gabrielle Tricanico

A condução da revisão do Plano Diretor de Jundiaí voltou ao centro do debate político após o vereador Henrique Parra afirmar que ficou de fora de uma reunião promovida pela Prefeitura para discutir o futuro do desenvolvimento urbano do município.

Segundo o parlamentar, além de não ter sido convidado, o Conselho Municipal de Política Territorial — órgão que, de acordo com ele, deveria participar do processo conforme prevê a legislação — também não foi chamado para o encontro.

Em manifestação publicada nas redes sociais, Parra criticou a condução das discussões e afirmou que “o Plano Diretor não pode ser construído em gabinete, sem transparência e escolhendo quem participa”.

De acordo com o vereador, esta foi a segunda reunião organizada pela administração municipal. A primeira teria reunido representantes do setor imobiliário e, desta vez, parte dos vereadores participou do encontro. Ainda segundo o parlamentar, nenhuma das reuniões contou com transmissão pública, divulgação prévia ampla ou publicação de ata, levantando questionamentos sobre a transparência do processo.

O Plano Diretor é considerado uma das legislações mais importantes de qualquer município, pois define regras para expansão urbana, uso e ocupação do solo, mobilidade, preservação ambiental, habitação e desenvolvimento econômico. Por isso, especialistas costumam defender ampla participação popular e diálogo entre Executivo, Legislativo e sociedade civil durante sua revisão.

Análise da Guardiã

A polêmica ultrapassa a discussão sobre um convite. O episódio coloca em evidência a forma como a Prefeitura de Jundiaí conduz um debate estratégico para as próximas décadas.

Independentemente das divergências políticas, a construção do Plano Diretor ganha legitimidade quando incorpora diferentes setores da sociedade, vereadores da base e da oposição, conselhos municipais, entidades técnicas e a população.

Caso a exclusão de representantes seja confirmada, a administração poderá enfrentar questionamentos sobre a transparência e a representatividade do processo, especialmente porque decisões tomadas agora terão impactos diretos sobre crescimento urbano, mobilidade, preservação ambiental e novos empreendimentos.

A Prefeitura de Jundiaí ainda poderá apresentar esclarecimentos sobre os critérios adotados para a realização das reuniões e sobre o cronograma oficial de participação pública na revisão do Plano Diretor. A discussão deve permanecer entre os principais temas políticos da cidade nas próximas semanas.

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