Exame pericial comprovou que recém-nascida respirou ao nascer, desmentindo versão da família; homicídio qualificado e fraude processual são investigados na ZL.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante quatro pessoas envolvidas na morte e ocultação do cadáver de uma bebê recém-nascida no bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital. O corpo da criança foi localizado dentro de um saco plástico, escondido no banheiro da residência da família. O caso foi registrado no 63º Distrito Policial (Vila Jacuí).
As investigações tiveram início após o surgimento de depoimentos contraditórios prestados pelos familiares no Hospital Municipal Tide Setúbal. Para esclarecer os fatos, a equipe policial realizou diligências na residência, no hospital e no Instituto Médico-Legal (IML). Durante a perícia, a realização do exame de docimásia hidrostática de Galeno comprovou que a criança chegou a respirar após o parto, derrubando a tese inicial dos suspeitos de que a bebê teria nascido morta.
Diante dos laudos periciais, um homem confessou em depoimento ter asfixiado a recém-nascida com as próprias mãos e apontou a conivência da mãe do bebê. Ambos foram autuados por homicídio qualificado. Outras duas familiares foram presas sob acusações de fraude processual e falso testemunho por tentarem alterar a cena do crime e mentir à polícia. Um adolescente também prestou esclarecimentos em procedimento separado, sob as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A autoridade policial solicitou a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

