A greve dos ferroviários da CPTM entrou no segundo dia nesta quarta-feira (5), mantendo impactos severos na mobilidade da capital paulista e da Região Metropolitana. A Estação Guaianases, um dos principais pontos de conexão da Linha 11-Coral, registrou plataformas e acessos superlotados nas primeiras horas da manhã, refletindo a dificuldade enfrentada por milhares de passageiros que dependem do sistema para chegar ao trabalho e à escola.
A operação permanece parcial nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, enquanto o Governo do Estado mantém o plano de contingência com reforço em outros modais e suspensão do rodízio municipal para minimizar os impactos no trânsito. Apesar das medidas, usuários relataram longas filas, tempo de espera elevado, trens lotados e aumento na procura por ônibus e aplicativos de transporte.
A paralisação continua após nova rodada de negociações sem acordo entre o sindicato da categoria e o Governo de São Paulo. Uma nova assembleia dos ferroviários está prevista para esta quarta-feira, quando a continuidade ou o encerramento da greve deverá ser discutida.
A situação afeta diretamente moradores da Zona Leste da capital e de cidades do Alto Tietê, como Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes, que utilizam diariamente as linhas da CPTM para acessar a capital. A orientação é que os passageiros consultem os canais oficiais antes de iniciar o deslocamento e, se possível, antecipem a viagem ou utilizem rotas alternativas.
Texto e reportagem no portal por Gabrielle Tricanico.
