Criminosos levaram HD com gravações de segurança, mas deixaram R$ 19 mil em dinheiro no imóvel em Santo Amaro
Fontes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil confirmaram nesta segunda-feira (21) que o imóvel usado como escritório político pelo ex-vereador Milton Leite (União Brasil), invadido na noite de domingo (20), não foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Vectura Corrupta. O endereço, localizado em Santo Amaro, na Zona Sul da capital, não estava catalogado nos relatórios de inteligência que mapearam os alvos da ação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo.
O furto ocorreu por volta das 21h15 na Rua General Bráulio Guimarães. De acordo com o registro policial, os invasores reviraram o local e levaram o HD que armazenava as imagens do circuito interno de segurança. No entanto, os criminosos deixaram para trás R$ 19.271 em dinheiro vivo, além de documentos pessoais, talões de cheque, cartões bancários e carteirinhas em nome do ex-presidente da Câmara Municipal. Parte dos valores e papéis foi apreendida pela perícia.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (Santo Amaro) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que diligências estão em andamento para identificar os autores da invasão. Milton Leite segue preso temporariamente em Mogi das Cruzes desde a última sexta-feira (18), quando se entregou à polícia após ter a prisão decretada no âmbito da operação policial.
