Orientadora e psicóloga educacional reforçam a importância da capacitação de profissionais e do acolhimento humanizado para identificar sinais de abuso e garantir direitos dos alunos.
Durante a entrevista, a orientadora educacional Lilian Santana e a psicóloga educacional Helena Mariano explicaram que a escola desempenha um papel social estratégico, funcionando como a principal antena para identificar e combater a violência infantil. Elas ressaltaram que os Agentes de Desenvolvimento Escolar (ADEs) convivem diariamente com os alunos e, por isso, precisam ser capacitados para reconhecer mudanças sutis de comportamento, sinais físicos ou emocionais de abuso e negligência. Segundo as especialistas, o olhar atento e técnico desses profissionais é o primeiro passo para romper ciclos de violência e garantir a segurança das crianças.
As profissionais detalharam, ainda, o funcionamento prático da rede de proteção e os fluxos corretos de encaminhamento que devem ser adotados em casos suspeitos ou confirmados. Elas explicaram que a atuação do ambiente escolar deve ser imediata e integrada aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar e a assistência social, evitando a revitimização da criança. Lilian e Helena enfatizaram que acolher o aluno de forma humanizada e entender as ferramentas legais de proteção são medidas fundamentais para transformar as escolas municipais em territórios seguros e de garantia de direitos para a infância.
