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Ubatuba: Obra no antigo presídio da Ilha Anchieta atrasa novamente e deve ficar para agosto

Restauração começou no início de 2024, tinha previsão inicial para fevereiro de 2025 e agora está com 67% de execução

As obras de restauração das ruínas do antigo presídio da Ilha Anchieta, em Ubatuba, devem ser concluídas apenas em agosto de 2026, segundo a Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

A informação representa um novo atraso no cronograma. Quando o Governo do Estado divulgou oficialmente a restauração, em agosto de 2024, a Semil informou que as edificações passavam por obras desde o início daquele ano e que a previsão de término era fevereiro de 2025. Na época, o investimento anunciado era de quase R$ 5 milhões.

Depois, a entrega passou a ser prevista para abril de 2026. Agora, segundo a Fundação Florestal, o novo prazo é agosto de 2026. Com isso, uma intervenção iniciada no começo de 2024 caminha para ultrapassar dois anos e meio de duração.

A Fundação Florestal informou que a obra está atualmente com cerca de 67% de execução. O órgão atribui o atraso a problemas estruturais identificados nas paredes das ruínas e afirma que seguem em andamento etapas de reforço estrutural das fundações e paredes, drenagem e implantação de uma área coberta prevista no projeto em um dos pavilhões.

O ponto que chama atenção é o cronograma restante. Se a obra está com 67% de execução em maio, ainda faltam cerca de 33% dos serviços. Pela nova previsão, esse terço final teria que ser executado em aproximadamente três meses para que a entrega ocorra em agosto.

A questão é se esse prazo é realmente compatível com o ritmo da obra até aqui. Desde o início de 2024 até maio de 2026, foram cerca de 28 meses para alcançar 67% de execução. Agora, a expectativa oficial é concluir os 33% restantes em período muito menor.

A Fundação Florestal informou que não houve novo aditamento de valor, apenas reajuste contratual previsto para a continuidade dos serviços. Ainda assim, a obra já acumula aumento de prazo e impacto indireto ao turismo, já que a área interna das ruínas permanece fechada para visitação durante os trabalhos.

As ruínas do antigo presídio são um dos principais atrativos históricos da Ilha Anchieta e integram a memória de Ubatuba e do Litoral Norte. A restauração é necessária para preservar o patrimônio e garantir segurança aos visitantes, mas o avanço lento e as sucessivas mudanças de prazo exigem transparência sobre cronograma, custos, reajustes e etapas ainda pendentes.

A pergunta que fica é objetiva: depois de mais de dois anos de obra e apenas 67% concluídos, a entrega em agosto é uma previsão técnica realista ou apenas mais um novo prazo no histórico de atrasos?

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