A sessão da Câmara Municipal de São Paulo desta terça-feira (20) foi marcada por tensão durante a votação do projeto de reajuste salarial da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
O debate provocou uma discussão acalorada entre o vereador Sargento Nantes e a vereadora Luana Alves em meio às manifestações sobre o texto enviado pela Prefeitura.
O projeto de Lei 388/2026 de autoria do prefeito Ricardo Nunes, propõe alterações salariais para agentes da GCM. Apesar da proposta prever reajustes para parte da categoria, guardas civis metropolitanos e representantes sindicais afirmam que o texto também gera perdas e mantém distorções salariais para setores da corporação, como a anulação do pagamento do adicional de periculosidade para a categoria.
A discussão evidenciou um cenário político incomum no plenário. Vereadores de esquerda, que historicamente fazem críticas à atuação das forças de segurança, passaram a defender os agentes da GCM diante das reclamações sobre possíveis prejuízos salariais. Parlamentares do PSOL e de outros partidos cobraram mudanças no projeto e criticaram a condução da Prefeitura nas negociações com o sindicato.
Do outro lado, vereadores da base do governo defenderam a proposta e afirmaram que o projeto representa um avanço para a valorização da Guarda Civil Metropolitana e que o que ficou de fora do texto ainda está em negociação. A sessão foi acompanhada por agentes da corporação que reagiram diversas vezes aos discursos dos parlamentares.
Perguntado sobre a fala contundente contra a vereadora Luana Alves e alguns dos manifestabtes, Nantes declarou que sua fala foi coesa uma vez que parlamentares do PSOL são favoráveis a desmilitarização da Guarda e se colocam contra os agentes em ações que exigem o uso da força.
