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Pará: Helder Barbalho lidera corrida ao Senado; segunda vaga tem disputa acirrada entre Éder Mauro, Chicão e Zequinha

Pesquisa Real Time Big Data mostra Helder isolado na liderança, enquanto fragmentação pelo segundo voto deixa aberta a disputa pela outra cadeira do Pará no Senado

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | PARÁ

A eleição para o Senado no Pará apresenta um cenário diferente da disputa pelo governo estadual. Com duas vagas em jogo em 2026, Helder Barbalho (MDB) aparece isolado na liderança, enquanto a briga pela outra cadeira permanece mais fragmentada.

Levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (15), mostra Helder com 36% no resultado que considera as duas escolhas dos entrevistados. Na sequência aparecem Delegado Éder Mauro (PL), com 16%; Chicão (União Brasil), com 13%; Zequinha Marinho (Podemos), também com 13%; e Celso Sabino (PDT), com 11%.

Livia Noronha (Solidariedade) registra 3%. Conti (PSOL) e Gizelle Freitas (PSOL) aparecem com 1% cada. Os demais nomes têm índices menores no levantamento.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores do Estado do Pará entre os dias 10 e 14 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número PA-00415/2026.

Primeiro voto mostra força de Helder

A vantagem de Helder fica ainda mais evidente quando a Real Time Big Data separa as duas escolhas para o Senado.

No primeiro voto, Helder chega a 45%, mais que o dobro dos 22% de Delegado Éder Mauro.

Chicão, Zequinha Marinho e Celso Sabino aparecem com 9% cada. Livia Noronha registra 2%, enquanto Conti, Gizelle Freitas, Breno Guimarães (Mobiliza) e Coronel Jonildo (DC) aparecem com 1% cada.

O resultado coloca Helder em uma posição eleitoral bastante distinta dos adversários: enquanto os demais ainda disputam espaço entre si, o candidato do MDB concentra parcela expressiva das primeiras escolhas dos paraenses.

Segundo voto embaralha disputa pela outra vaga

É justamente no segundo voto que aparece o principal ponto de atenção da eleição para o Senado no Pará.

Helder continua na liderança, com 28%, mas atrás dele o cenário fica muito mais apertado.

Chicão e Zequinha Marinho aparecem empatados com 16% cada, enquanto Celso Sabino registra 13% e Delegado Éder Mauro aparece com 10%.

A inversão de Éder Mauro é particularmente relevante. Embora ele ocupe a segunda colocação no primeiro voto, com 22%, seu desempenho cai para 10% quando o eleitor é questionado sobre a segunda escolha.

Análise Guardiã: eleição pode ser decidida pela capacidade de conquistar o segundo voto

Os números da Real Time Big Data indicam que a disputa paraense pelo Senado não deve ser analisada apenas pela classificação geral dos candidatos.

Como cada eleitor pode escolher dois nomes, a capacidade de se transformar na segunda opção de eleitores que já possuem um candidato preferencial pode ser determinante.

Helder demonstra força nos dois campos: lidera tanto no primeiro quanto no segundo voto. Isso sugere uma candidatura com capacidade de aparecer não apenas como escolha prioritária, mas também como opção complementar de diferentes parcelas do eleitorado.

A disputa mais delicada está logo abaixo.

Éder Mauro tem força no primeiro voto; Chicão e Zequinha apresentam desempenho mais elevado no segundo; e Celso Sabino permanece competitivo nesse bloco.

Na prática, isso significa que a batalha pela segunda cadeira pode depender menos de simplesmente retirar votos de Helder e mais da capacidade desses candidatos de ampliar alianças, reduzir resistências e conquistar o segundo voto dos paraenses.

Helder lidera, mas segunda cadeira permanece aberta

Considerando conjuntamente as duas escolhas, Helder aparece com 36%, Éder Mauro com 16%, Chicão e Zequinha com 13% e Celso Sabino com 11%.

O retrato da Real Time Big Data, portanto, aponta uma eleição com um nome claramente à frente e um segundo pelotão muito mais disputado.

Para Helder, o desafio é transformar a ampla liderança registrada na pesquisa em uma das duas vagas. Para Éder Mauro, Chicão, Zequinha Marinho e Celso Sabino, a reta final tende a ser marcada por uma disputa estratégica pelo eleitor que ainda precisa definir — ou pode mudar — seu segundo voto.

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