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Justiça mantém prisão de sócio oculto e busca responsáveis foragidos por desabamento que matou 6 pessoas na Penha

Polícia Civil aponta indícios de ocultação de investigados, descumprimento de ordem de demolição e alertas prévios de problemas estruturais no imóvel.

A Justiça manteve a prisão temporária de Ronaldo Vivacqua após audiência de custódia. Ele é apontado pela Polícia Civil como sócio oculto da empresa responsável pela obra do prédio que desabou sobre uma casa vizinha na Penha, Zona Leste de São Paulo, deixando seis mortos. Outros dois investigados — seu filho, Cristiano Vivacqua (engenheiro e autor do projeto), e Isis Brandão (proprietária formal da construtora) — também tiveram as prisões decretadas, mas seguem considerados foragidos após não responderem aos contatos das autoridades logo após a tragédia.

Segundo as investigações comandadas pelas delegadas da região de Itaquera, a decretação das prisões ocorreu devido a fortes indícios de tentativa de ocultação dos responsáveis, que não foram localizados nos endereços das empresas nem na Junta Comercial. Além da ausência inicial, a Polícia Civil apura se os envolvidos tinham conhecimento prévio da instabilidade do imóvel, uma vez que vizinhos relataram ter identificado rachaduras na estrutura atingida e tentado contato com os responsáveis antes do colapso. Outra frente do inquérito aponta que o alvará da nova construção exigia a demolição completa de uma estrutura antiga de seis andares, condição que não foi cumprida no terreno.

Por outro lado, a defesa das empresas e dos investigados contestou as medidas, classificando as prisões temporárias como prematuras. O advogado afirmou que Ronaldo apenas acompanhava o filho na obra, negou a existência de sócio oculto e garantiu que Cristiano e Isis se apresentarão em breve às autoridades. A defesa sustentou ainda que a obra possuía autorizações regulares, apontou a existência de outra intervenção de terceiros nos fundos do terreno como possível fator a ser apurado e ressaltou que as causas exatas do acidente dependem da conclusão dos laudos periciais da Polícia Científica.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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