Procuradoria não encontrou indícios de crime eleitoral envolvendo Tarcísio, mas considerou “inverossímil” que a sequência de abordagens policiais tenha sido coincidência.
O Ministério Público Eleitoral arquivou o procedimento que investigava uma possível abordagem policial irregular ao motorista que trabalha para a campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
O episódio ocorreu em 11 de agosto de 2026, após Haddad deixar um evento. Apesar do arquivamento na esfera eleitoral, a investigação criminal continua em andamento na Polícia Civil. Na decisão, a Procuradoria Regional Eleitoral afirmou não haver elementos para atribuir ao governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eventual irregularidade eleitoral. O procurador, porém, considerou “inverossímil” a versão de que a sequência de contatos entre diferentes viaturas e o veículo do motorista tenha sido apenas uma coincidência.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo para avaliação de possíveis medidas na esfera criminal.
Durante coletiva nesta segunda-feira (31), Haddad afirmou que sempre buscou apenas esclarecer o episódio. A defesa também apresentou novas imagens de câmeras de segurança que, segundo a campanha, mostram uma viatura parada por cerca de 20 minutos em frente ao hotel onde o motorista havia buscado abrigo. A investigação criminal tramita no 96º Distrito Policial, na Zona Sul de São Paulo.
