Convenção estadual confirma estratégia do partido para as eleições de 2026. Sem candidato à Presidência e ao Senado, legenda aposta em chapa própria ao Palácio dos Bandeirantes e amplia o cenário da disputa paulista.
Por Gabrielle Tricanico | Política | Eleições 2026 | Estado de São Paulo
O Agir oficializou sua candidatura própria ao Governo de São Paulo nas eleições de 2026 e confirmou o nome da policial militar Edjane Lima de Sousa como representante da legenda na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A decisão foi aprovada por unanimidade durante a convenção estadual realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), consolidando a estratégia do partido de ampliar seu protagonismo no maior colégio eleitoral do país.
Registrada com o nome de urna “Edjane por São Paulo”, a candidata ainda aguarda a definição do vice-governador, que deverá ser anunciada até o prazo final para registro das chapas, em 15 de agosto.
Ao lançar uma policial militar para a disputa, o Agir sinaliza que pretende dar protagonismo às pautas ligadas à segurança pública, tema que deverá ocupar espaço central no debate eleitoral paulista. A legenda busca apresentar uma candidatura com identidade própria em meio ao cenário de polarização entre os principais grupos políticos do Estado.
Durante a convenção, o partido também definiu que sua chapa majoritária utilizará o lema “Agir por São Paulo, o melhor para o Brasil”. Nacionalmente, a sigla optou por não lançar candidatos à Presidência da República nem ao Senado Federal, liberando seus candidatos a deputado federal e estadual para apoiarem o presidenciável de sua preferência. Ao mesmo tempo, manteve aberta a possibilidade de futuras alianças durante a campanha.
Na eleição proporcional, o Agir homologou 67 candidatos a deputado federal e 33 candidatos a deputado estadual, fortalecendo sua presença em São Paulo e buscando ampliar sua representação no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.
Cenário político
Com a entrada oficial do Agir na disputa pelo Governo de São Paulo, o quadro eleitoral ganha mais uma candidatura e amplia a diversidade de partidos na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Embora a legenda tenha menor estrutura em comparação aos grandes partidos, sua participação aumenta o espaço para o debate de temas como segurança pública, gestão estadual e desenvolvimento regional, especialmente durante o período de propaganda eleitoral e nos debates entre os candidatos.
