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São Paulo | Real Time Big Data: Tarcísio chega a 63% no interior; na Grande SP, Haddad tem 45% e governador, 44%

Pesquisa revela contraste regional na disputa pelo Governo de São Paulo: Tarcísio registra 63% no Oeste, 61% no Norte e 60% no Centro e no Vale do Paraíba; capital e Grande São Paulo apresentam os cenários numericamente mais equilibrados

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | SÃO PAULO

A disputa pelo Governo de São Paulo apresenta cenários diferentes conforme a região do Estado. A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Tarcísio de Freitas (Republicanos) com percentuais mais altos nos recortes do interior, enquanto Fernando Haddad (PT) aparece numericamente próximo do governador na capital e na Grande São Paulo.

No cenário estimulado estadual, Tarcísio registra 53% das intenções de voto, contra 38% de Haddad. Os demais candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 5% e 3% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores do Estado de São Paulo entre os dias 16 e 19 de setembro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número SP-07495/2026.

Grande São Paulo: Haddad tem 45% e Tarcísio, 44%

Na Grande São Paulo, Haddad registra 45% das intenções de voto e Tarcísio aparece com 44%. Outros candidatos somam 2%, brancos e nulos representam 5% e 4% não souberam ou não responderam.

A diferença numérica é de apenas um ponto percentual. Como a margem de erro geral informada pelo levantamento é de dois pontos, o resultado deve ser interpretado dentro dessa variação.

O recorte metropolitano tem peso especial no cenário eleitoral por concentrar alguns dos maiores colégios eleitorais paulistas e territórios estratégicos para a disputa estadual, entre eles municípios do Grande ABC e do Alto Tietê.

Os números mostram que a vantagem registrada por Tarcísio no conjunto do Estado não se reproduz com a mesma intensidade na Região Metropolitana.

Capital: Tarcísio tem 46% e Haddad, 45%

Na capital paulista, o cenário também aparece numericamente equilibrado.

Tarcísio registra 46%, enquanto Haddad tem 45%. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 5% e 3% não souberam ou não responderam.

Assim, capital e Grande São Paulo são os dois recortes apresentados pela pesquisa nos quais os percentuais dos dois principais candidatos estão mais próximos.

Macro Campinas: Tarcísio tem 56% e Haddad, 39%

O cenário muda quando a pesquisa avança para o interior.

Na Macro Campinas, Tarcísio registra 56% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 39%. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 2% e 2% não souberam ou não responderam.

A diferença numérica entre os dois candidatos chega a 17 pontos percentuais.

O resultado ganha importância regional pelo peso econômico e populacional do eixo de Campinas, que concentra grandes cidades, polos industriais, tecnológicos e logísticos.

Norte paulista: Tarcísio chega a 61%

No Norte paulista, agrupamento que reúne regiões como São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Franca, Tarcísio alcança 61%.

Haddad registra 29%. Brancos e nulos representam 5% e outros 5% não souberam ou não responderam.

A diferença numérica entre os dois chega a 32 pontos percentuais, ampliando o contraste em relação aos números encontrados na capital e na Grande São Paulo.

Oeste registra maior percentual de Tarcísio: 63%

É no Oeste paulista que Tarcísio alcança seu maior percentual entre os recortes regionais apresentados pelo levantamento.

O governador registra 63%, enquanto Haddad aparece com 27%. Brancos e nulos representam 6% e 4% não souberam ou não responderam.

O agrupamento inclui áreas como Araçatuba, Marília e Presidente Prudente. A diferença numérica entre os dois candidatos chega a 36 pontos percentuais.

Centro paulista: Tarcísio tem 60% contra 31%

No Centro do Estado, incluindo regiões como Bauru, Piracicaba, Araraquara e São Carlos, Tarcísio registra 60%.

Haddad aparece com 31%, enquanto brancos e nulos representam 5% e 4% não souberam ou não responderam.

O resultado mantém o padrão observado nos demais recortes do interior apresentados pelo levantamento, com uma diferença maior entre os dois candidatos do que aquela encontrada na Região Metropolitana.

Vale do Paraíba: Tarcísio tem 60% e Haddad, 29%

O Vale do Paraíba também está entre os territórios em que Tarcísio registra seus maiores percentuais.

O governador aparece com 60% das intenções de voto, contra 29% de Haddad. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 7% e 3% não souberam ou não responderam.

O recorte é estratégico por abranger uma das principais áreas econômicas e industriais do Estado, onde estão cidades como São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, além de integrar o corredor entre as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Vale do Ribeira e Baixada: Tarcísio registra 54%

No agrupamento formado pelo Vale do Ribeira e Baixada, Tarcísio registra 54%, enquanto Haddad aparece com 32%.

Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos chegam a 10% e 3% não souberam ou não responderam.

O percentual de brancos e nulos nesse agrupamento chama atenção por ser superior ao observado nos demais recortes regionais apresentados.

Mapa regional mostra duas dinâmicas na disputa paulista

A leitura regional ajuda a compreender como se forma o resultado estadual de 53% para Tarcísio e 38% para Haddad.

Na capital, Tarcísio registra 46% e Haddad, 45%. Na Grande São Paulo, o resultado numérico se inverte: Haddad tem 45% e Tarcísio, 44%.

Nos demais recortes apresentados, Tarcísio registra 56% na Macro Campinas, 60% no Centro, 61% no Norte, 63% no Oeste, 60% no Vale do Paraíba e 54% no Vale do Ribeira e Baixada.

A pesquisa aponta, portanto, comportamentos eleitorais distintos dentro do Estado. Capital e Grande São Paulo apresentam os percentuais mais próximos entre os dois principais candidatos, enquanto os recortes do interior pesquisados mostram diferenças numéricas maiores.

Renda também divide o cenário eleitoral

As diferenças não aparecem apenas no território. O levantamento identifica variações importantes de acordo com a renda dos entrevistados.

Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, Haddad registra 49% e Tarcísio, 42%. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 5% e 3% não souberam ou não responderam.

Entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos, o cenário se inverte: Tarcísio registra 52% e Haddad, 38%. Outros candidatos somam 2%, brancos e nulos representam 5% e 3% não responderam.

Na parcela que recebe mais de cinco salários mínimos, Tarcísio chega a 66%, enquanto Haddad registra 25%. Brancos e nulos representam 6% e 3% não souberam ou não responderam.

Idade: diferença aumenta entre os mais velhos

A idade também produz resultados distintos.

Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Tarcísio registra 46% e Haddad, 42%, uma diferença numérica de quatro pontos percentuais.

Na faixa dos 35 aos 59 anos, Tarcísio aparece com 54% e Haddad, com 40%.

Entre aqueles com 60 anos ou mais, Tarcísio alcança 61%, enquanto Haddad registra 29%.

Homens e mulheres apresentam diferenças

Entre os homens entrevistados, Tarcísio registra 56% e Haddad, 33%. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 6% e 4% não souberam ou não responderam.

Entre as mulheres, a distância numérica é menor. Tarcísio aparece com 50% e Haddad com 42%. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 4% e 3% não souberam ou não responderam.

Votos válidos: Tarcísio tem 58% e Haddad, 41%

Quando são considerados somente os votos válidos no cenário de primeiro turno, excluindo brancos, nulos e indecisos, Tarcísio registra 58%, Haddad aparece com 41% e os demais candidatos somam 1%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber previamente uma lista de candidatos, Tarcísio é citado por 32% e Haddad por 18%.

Outros nomes somam 3%, brancos e nulos representam 6% e 41% não souberam ou não responderam.

Os números representam uma fotografia das intenções de voto entre os entrevistados no período da pesquisa e não constituem previsão do resultado das urnas.

Segundo turno: pesquisa testa Tarcísio e Haddad

O Real Time Big Data também apresentou uma simulação de eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad.

Nesse cenário, Tarcísio registra 57% e Haddad, 39%. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

Considerando somente os votos válidos da simulação, Tarcísio aparece com 59% e Haddad com 41%.

Haddad registra 41% de rejeição e Tarcísio, 33%

Outro indicador medido foi a rejeição múltipla.

Haddad é citado por 41% dos entrevistados quando questionados sobre os candidatos nos quais não votariam. Tarcísio aparece com 33%.

Policial Edjane (Agir) registra 25%; Carlos Machado (PCB), 21%; Izadora Dias (PCO), 21%; Vera Lúcia (PSTU), 20%; e Vivian Mendes (UP), 20%.

Como a pergunta permite que o entrevistado rejeite mais de um candidato, os percentuais não representam uma divisão única do eleitorado.

Governo Tarcísio tem 65% de aprovação

O levantamento também mediu a avaliação da atual administração estadual.

Segundo a pesquisa, 65% aprovam o governo Tarcísio, enquanto 34% desaprovam. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 43% classificam o trabalho do governador como ótimo ou bom, 32% como regular e 24% como ruim ou péssimo. Outros 1% não souberam ou não responderam.

O peso das regiões na reta final

A fotografia apresentada pelo Real Time Big Data mostra que o percentual estadual não conta sozinho toda a história da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

A capital e a Grande São Paulo concentram os resultados numericamente mais equilibrados entre Tarcísio e Haddad. Já os diferentes recortes do interior apresentados pelo levantamento registram percentuais mais altos para Tarcísio e diferenças maiores entre os dois candidatos.

Para a reta final das eleições de 2026, os números colocam em evidência a importância de territórios como Grande São Paulo, Grande ABC, Alto Tietê, Campinas, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Baixada e Oeste paulista, mostrando que o comportamento do eleitor varia significativamente conforme a região.

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