Sandro Alex aparece com 27% e Requião Filho, com 22%, na corrida pelo Palácio Iguaçu; para as duas vagas ao Senado, Deltan Dallagnol marca 19%, Alexandre Curi e Filipe Barros têm 18%, Gleisi registra 16% e Cristina Graeml, 15%
Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | PARANÁ
A reta final das eleições de 2026 no Paraná apresenta dois desenhos distintos nas principais disputas estaduais. Na corrida pelo governo, Sergio Moro (PL) registra 35% das intenções de voto no cenário estimulado, à frente de Sandro Alex (PSD), com 27%, e Requião Filho (PDT), com 22%. Já a eleição para o Senado apresenta cinco candidaturas concentradas em uma faixa de apenas quatro pontos percentuais no resultado consolidado dos dois votos.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Paraná entre os dias 11 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número PR-00532/2026.
Na disputa pelo Palácio Iguaçu, além dos 35% de Moro, 27% de Sandro Alex e 22% de Requião Filho, Luiz França (Missão) registra 2%. Outros candidatos somam 1%, enquanto 5% afirmam votar branco ou nulo e 8% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Moro também aparece numericamente à frente, com 20%. Sandro Alex registra 14%, Requião Filho, 12%, e Ratinho Junior é citado por 2%. Outros nomes somam 3%, enquanto brancos e nulos chegam a 8%. O percentual de eleitores que não souberam ou não responderam é de 41%.
Segundo turno
As simulações de segundo turno mostram configurações diferentes conforme o adversário.
Em um confronto entre Sergio Moro e Requião Filho, Moro registra 52% e Requião, 30%. Outros 7% afirmam votar branco ou nulo e 11% não souberam ou não responderam.
A diferença é menor na simulação entre Moro e Sandro Alex. O candidato do PL aparece com 42%, enquanto o candidato do PSD registra 38%. Brancos e nulos representam 10%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam.
Em outro cenário testado, Sandro Alex registra 42% diante de Requião Filho, que aparece com 31%. Brancos e nulos chegam a 13% e 14% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também mediu a rejeição dos nomes apresentados para o governo. Requião Filho registra 42%, Sergio Moro, 39%, e Sandro Alex, 30%. Luiz França aparece com 27%.
Governo Ratinho Junior tem 80% de aprovação
Outro dado que ajuda a compreender o ambiente político do Paraná é a avaliação da atual administração estadual.
O governo Ratinho Junior registra 80% de aprovação, contra 18% de desaprovação. Outros 2% não souberam ou não responderam.
Quando os entrevistados são convidados a classificar a administração, 59% consideram o governo ótimo ou bom, 30% avaliam como regular e 11% como ruim ou péssimo.
O índice de aprovação acrescenta um elemento importante à disputa pela sucessão estadual, especialmente porque diferentes candidaturas buscam espaço no eleitorado paranaense em uma eleição sem Ratinho Junior concorrendo à reeleição para o governo.
Senado tem disputa concentrada entre cinco nomes
Se a corrida pelo governo apresenta Moro numericamente à frente no cenário estimulado, a eleição para o Senado mostra uma configuração mais fragmentada.
Em 2026, o Paraná elegerá dois senadores. Por isso, cada eleitor poderá escolher até dois candidatos. No resultado consolidado do primeiro e do segundo votos, reduzido para 100%, cinco nomes aparecem entre 15% e 19%.
Deltan Dallagnol (Novo) registra 19%. Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL) aparecem com 18% cada. Gleisi Hoffmann (PT) tem 16%, enquanto Cristina Graeml (PSD) registra 15%.
A distância numérica entre Dallagnol e Graeml, primeiro e quinto nomes apresentados nesse consolidado, é de apenas quatro pontos percentuais.
Na sequência, Dr. Rosinha (PT) aparece com 6% e Karen Guerreiro (Missão), com 1%. Brancos e nulos representam 3%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Primeiro voto apresenta outra fotografia da disputa
A separação entre o primeiro e o segundo voto para senador permite observar como as preferências se distribuem entre os candidatos.
Considerando apenas o primeiro voto, Deltan Dallagnol registra 25%, seguido por Alexandre Curi, com 22%. Gleisi Hoffmann aparece com 21%, Filipe Barros tem 17% e Cristina Graeml, 11%.
Dr. Rosinha registra 2%, enquanto Karen Guerreiro e Joaquim do MLB (UP) aparecem com 1% cada.
Já no segundo voto, Filipe Barros e Cristina Graeml registram 18% cada. Alexandre Curi aparece com 14%, Deltan Dallagnol tem 12% e Gleisi Hoffmann, 11%. Dr. Rosinha registra 9% e Karen Guerreiro, 3%.
A diferença entre os resultados do primeiro e do segundo voto evidencia a importância de analisar a disputa pelas duas cadeiras de maneira distinta de uma eleição para cargo majoritário com apenas uma escolha por eleitor.
Com margem de erro de dois pontos percentuais, há sobreposição estatística entre diferentes candidaturas ao Senado. O levantamento registra, portanto, um cenário competitivo pelas duas vagas, especialmente entre o grupo formado por Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Filipe Barros, Gleisi Hoffmann e Cristina Graeml.
Na disputa pelo governo, Moro registra vantagem numérica de oito pontos sobre Sandro Alex no cenário estimulado, enquanto Requião Filho aparece cinco pontos atrás do candidato do PSD. Os números representam o retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constituem previsão do resultado das urnas.
