Chamamento poderá contemplar 32 organizações com até R$ 400 mil por proposta; inscrições seguem até 6 de novembro e projetos deverão atuar nas áreas de educação, proteção de direitos, saúde e cultura
Por Gabrielle Tricanico | CIDADES | SÃO PAULO
A Prefeitura de São Paulo abriu uma nova frente de financiamento para políticas destinadas à população com 60 anos ou mais. O Edital de Chamamento Público de 2026 do Fundo Municipal da Pessoa Idosa (FMID) disponibilizará R$ 12,8 milhões para projetos desenvolvidos por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) na capital.
O lançamento foi realizado nesta quinta-feira (24) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante a abertura do 8º Fórum & Festival Longevidade, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo.
Ao todo, 32 organizações poderão ser contempladas, com financiamento de até R$ 400 mil para cada proposta classificada. O objetivo é apoiar iniciativas de promoção, proteção e garantia dos direitos das pessoas idosas e ampliar projetos capazes de chegar aos diferentes territórios da cidade. (Prefeitura de São Paulo )
QUEM PODE PARTICIPAR
O edital é direcionado às Organizações da Sociedade Civil que atendam às condições e exigências estabelecidas pelo chamamento.
As entidades interessadas deverão apresentar projetos alinhados às políticas municipais destinadas à pessoa idosa. A seleção será dividida em quatro grandes eixos: Educação; Proteção e Garantia de Direitos; Saúde; e Cultura. (Prefeitura de São Paulo )
Isso abre espaço para iniciativas que atuem em diferentes aspectos do envelhecimento, desde ações de inclusão e participação social até projetos relacionados à proteção de direitos, qualidade de vida e autonomia.
QUANTO SERÁ INVESTIDO
O valor global anunciado pela Prefeitura é de:
R$ 12,8 milhões.
Serão até:
32 organizações contempladas.
Cada projeto classificado poderá receber:
até R$ 400 mil.
O volume permite que os recursos sejam distribuídos entre diferentes iniciativas, em vez de concentrados em poucos projetos.
O financiamento será realizado pelo Fundo Municipal da Pessoa Idosa, instrumento criado para financiar programas e políticas voltados à qualidade de vida, proteção de direitos, participação social e autonomia da população idosa paulistana. (Prefeitura de São Paulo )
INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS
Para as organizações interessadas, o principal ponto de atenção é o calendário.
As inscrições começaram em 24 de setembro de 2026 e seguem até 6 de novembro de 2026.
As propostas devem ser apresentadas por meio da página do Fundo Municipal da Pessoa Idosa, seguindo os critérios, documentos, objetivos e linhas de atuação previstos no edital.
O resultado final está previsto para 30 de abril de 2027. (Prefeitura de São Paulo )
As organizações precisam, portanto, observar o prazo e preparar previamente toda a documentação exigida para evitar problemas na habilitação.
PROJETOS NÃO CLASSIFICADOS AINDA PODERÃO CAPTAR RECURSOS
Um ponto importante do edital é que a oportunidade não termina necessariamente nas 32 vagas financiadas diretamente.
De acordo com a Prefeitura, organizações que forem aprovadas, mas não estiverem entre as classificadas para receber os recursos, poderão obter o Certificado de Autorização para Captação de Recursos Financeiros (CAC).
O documento permitirá que essas entidades iniciem a captação de recursos prevista no edital.
A medida amplia o alcance do chamamento porque cria uma segunda possibilidade de financiamento para projetos considerados aptos, mesmo quando os recursos disponíveis no FMID não forem suficientes para contemplá-los diretamente. (Prefeitura de São Paulo )
ENVELHECIMENTO MUDA O PERFIL DE SÃO PAULO
O anúncio também chama atenção para uma transformação demográfica que afeta diretamente os bairros da capital.
Durante o lançamento, Ricardo Nunes afirmou que atualmente cerca de 17% da população paulistana é formada por pessoas idosas e destacou a expectativa de crescimento dessa participação nas próximas décadas.
O avanço da longevidade aumenta a necessidade de planejamento municipal em áreas que vão muito além da saúde.
Transporte, acessibilidade, assistência social, habitação, cultura, esporte, inclusão digital, segurança, convivência comunitária e prevenção à violência contra a pessoa idosa passam a integrar cada vez mais o planejamento de uma cidade que envelhece.
É justamente nesse ponto que o caráter regional do edital ganha importância.
São Paulo é formada por territórios com realidades socioeconômicas muito diferentes. As necessidades de uma pessoa idosa que vive em bairros periféricos podem ser distintas daquelas encontradas em regiões com maior renda, infraestrutura e acesso a serviços.
Projetos desenvolvidos por organizações que já atuam dentro das comunidades podem ajudar a alcançar públicos e territórios onde políticas centralizadas encontram maior dificuldade de chegar.
O QUE É O FUNDO MUNICIPAL DA PESSOA IDOSA
O FMID foi criado pela Lei Municipal nº 15.679, de 21 de dezembro de 2012, e posteriormente regulamentado pelo Decreto Municipal nº 57.906/2017.
O fundo funciona como instrumento financeiro de políticas destinadas à população idosa e está articulado ao Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa e à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
Além do financiamento, essa estrutura permite a participação da sociedade civil na formulação e execução de iniciativas destinadas ao envelhecimento digno, ativo e saudável. (Prefeitura de São Paulo )
SERVIÇO — EDITAL FMID 2026
Valor disponível: R$ 12,8 milhões
Número previsto de organizações contempladas: 32
Valor máximo por proposta: até R$ 400 mil
Quem pode participar: Organizações da Sociedade Civil que atendam às regras do edital
Áreas dos projetos: Educação, Proteção e Garantia de Direitos, Saúde e Cultura
Inscrições: de 24 de setembro a 6 de novembro de 2026
Resultado final previsto: 30 de abril de 2027
Onde consultar e se inscrever: página oficial do Fundo Municipal da Pessoa Idosa no portal da Prefeitura de São Paulo. (Prefeitura de São Paulo)
Para as organizações que atuam com a população 60+ na capital, o edital representa uma oportunidade de transformar projetos locais em ações financiadas pelo município. Para São Paulo, o desafio é fazer com que os R$ 12,8 milhões cheguem a iniciativas capazes de produzir impacto concreto nos bairros e acompanhar uma transformação demográfica que tende a ganhar cada vez mais peso nas políticas públicas da cidade.

