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São Paulo: Haddad reúne menos de 500 pessoas na Paulista em ato com Alckmin sob forte garoa

Candidato do PT ao Governo de São Paulo tenta ampliar mobilização na Capital em momento decisivo da campanha; baixa presença no vão do Masp ocorre enquanto Tarcísio de Freitas mantém vantagem na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | SÃO PAULO

A Avenida Paulista, tradicional palco de grandes manifestações políticas do país, recebeu neste domingo (13) um ato de campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente nacional do PT, Edinho Silva (PT), Haddad buscou reforçar sua candidatura na maior cidade e no maior colégio eleitoral do Estado.

O evento começou por volta das 10h, no vão do Masp, e também teve como objetivo fortalecer a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Menos de 500 pessoas participaram da mobilização, realizada sob forte garoa, condição climática que pode ter contribuído para a presença reduzida.

Público reduzido ganha peso na reta final

Mais do que o número absoluto de participantes, o tamanho da mobilização chama atenção pelo momento eleitoral. Faltam três semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e Haddad enfrenta o desafio de diminuir a vantagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Levantamentos eleitorais recentes colocam Tarcísio à frente na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e indicam que um dos principais desafios da candidatura petista é crescer o suficiente para levar a eleição estadual ao segundo turno.

É nesse contexto que a mobilização deste domingo ganha dimensão política. A campanha de Haddad precisa transformar a presença de lideranças nacionais em capacidade de mobilização territorial e, principalmente, em votos.

Capital é estratégica para Haddad

São Paulo tem peso especial para o candidato petista. Haddad foi prefeito da Capital entre 2013 e 2016 e agora precisa ampliar seu desempenho na Região Metropolitana, território que concentra milhões de eleitores e pode ser determinante para o resultado estadual.

A estratégia petista nas últimas semanas também tem avançado sobre Grande ABC, Alto Tietê, Guarulhos e cidades do interior paulista, buscando fortalecer candidaturas regionais e aproximar a disputa estadual da campanha presidencial de Lula.

A presença de Geraldo Alckmin na Paulista reforça essa estratégia. Ex-governador de São Paulo e atual vice-presidente da República, Alckmin é uma das principais figuras utilizadas pela campanha para dialogar com setores do eleitorado paulista para além da base tradicional do PT.

A disputa também acontece nas regiões

Embora a Avenida Paulista tenha forte valor simbólico e grande repercussão nacional, a eleição para o Governo de São Paulo será decidida por um eleitorado distribuído por 645 municípios.

Grande ABC, Alto Tietê, Vale do Paraíba, Região Metropolitana de Campinas, Baixada Santista, Litoral Norte e grandes polos do interior tornam-se fundamentais na estratégia das campanhas.

Haddad intensifica agendas regionais enquanto Tarcísio também percorre diferentes áreas do Estado ao lado de candidatos e lideranças locais. A disputa passa, portanto, pela capacidade de cada grupo político de construir palanques municipais capazes de converter apoio de prefeitos, vereadores e candidatos proporcionais em votos para governador.

Mobilização de rua não é sinônimo de voto

O público presente em um ato político não pode ser interpretado isoladamente como projeção eleitoral. Condições meteorológicas, horário, organização partidária e características do evento interferem diretamente na participação.

Ainda assim, na reta final de uma eleição, atos públicos funcionam como demonstração de capacidade de mobilização e produzem imagens utilizadas pelas próprias campanhas para transmitir força política.

Para Haddad, o desafio é ampliar a presença nas ruas e, sobretudo, transformar a estrutura nacional do PT e a popularidade de Lula entre parcelas do eleitorado paulista em crescimento eleitoral no Estado.

Com o primeiro turno cada vez mais próximo, a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes entra em uma fase na qual cada agenda regional, ato público e articulação com lideranças municipais passa a ter peso estratégico.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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