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São Paulo: Derrite cobra reação “imediata e implacável” após atentado contra tenente da ROTA

Por Gabrielle Tricanico

O atentado contra o tenente Pimentel, da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), provocou forte repercussão no meio político e entre as forças de segurança de São Paulo. Neste sábado (27), o deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança Pública do Estado, classificou o episódio como um ataque direto ao Estado e defendeu uma resposta rápida e contundente das forças policiais.

Em publicação nas redes sociais, Derrite afirmou ter recebido a notícia “com indignação” e disse estar em oração pela recuperação do oficial da Polícia Militar. Na sequência, reforçou sua visão sobre o enfrentamento ao crime organizado.

“Quem ataca um policial desafia o Estado. A resposta precisa ser imediata e implacável”, escreveu o parlamentar.

O ex-secretário também fez referência às operações realizadas durante sua gestão à frente da Secretaria da Segurança Pública, afirmando que ações rápidas contra organizações criminosas tinham como objetivo demonstrar que atentados contra agentes de segurança não ficariam sem resposta. Ainda na publicação, declarou esperar que a atual gestão da Secretaria da Segurança Pública e o comando da Polícia Militar adotem as medidas necessárias para localizar os responsáveis pelo ataque e responsabilizá-los criminalmente.

A manifestação ocorre em um momento de elevada tensão na segurança pública paulista. Ataques contra policiais militares, especialmente integrantes da ROTA, costumam desencadear grandes operações integradas de inteligência e repressão ao crime organizado, dada a gravidade do enfrentamento às facções criminosas que atuam no Estado. O caso reacende o debate sobre o fortalecimento das ações de inteligência, proteção aos agentes de segurança e o combate às organizações criminosas.

O atentado contra o tenente Pimentel mobiliza a Polícia Militar e os órgãos de investigação, que trabalham para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Enquanto isso, a repercussão política cresce, com manifestações de apoio ao policial ferido e cobranças por uma resposta firme das autoridades responsáveis pela segurança pública.

Para especialistas da área, atentados contra policiais representam não apenas uma agressão contra um servidor público, mas um desafio à capacidade de resposta do Estado diante do avanço do crime organizado. Nesse contexto, a declaração de Derrite reforça um discurso de endurecimento no combate às facções, tema que deve permanecer no centro do debate público e político nos próximos dias.

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