Equipamento recebeu investimento de R$ 180 milhões e integra plano de modernização da limpeza urbana da capital
A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira (11) a Estação de Transferência Jaguaré, na Zona Oeste da capital. O novo equipamento foi criado para tornar mais eficiente a logística de coleta e transporte dos resíduos sólidos domiciliares produzidos na cidade.
Com investimento de R$ 180 milhões, a unidade ocupa uma área de aproximadamente 12,5 mil metros quadrados e terá capacidade para processar até 2 mil toneladas de resíduos por dia. Esta é a quarta estação de transferência em operação na capital.
Na prática, os caminhões compactadores que fazem a coleta nos bairros deixam os resíduos na estação, onde o material é transferido para carretas de maior capacidade. Segundo Domênio Granada, presidente da LOGA, cada carreta consegue transportar uma quantidade de resíduos equivalente à carga de aproximadamente três caminhões compactadores.
A mudança busca reduzir o tempo gasto pelos caminhões no deslocamento até os aterros sanitários. Com a transferência da carga para carretas, os veículos responsáveis pela coleta podem retornar mais rapidamente às ruas e continuar o serviço nos bairros.
Durante a inauguração, o prefeito Ricardo Nunes destacou que a nova estrutura faz parte de um processo mais amplo de requalificação do sistema de coleta e destinação de resíduos da cidade. São Paulo produz, em média, cerca de 12 mil toneladas de resíduos por dia, o que exige uma estrutura permanente de coleta, transporte, tratamento e destinação.
Sustentabilidade
A modernização da limpeza urbana também envolve medidas relacionadas à redução das emissões e ao uso de combustíveis mais sustentáveis. Segundo a Prefeitura, parte da frota de caminhões de coleta já utiliza biometano, produzido a partir de resíduos.
O prefeito também citou projetos de geração de energia e a implantação de quatro unidades voltadas ao aproveitamento dos resíduos como parte dos investimentos previstos para o setor.
Outro projeto mencionado é a instalação de uma fazenda de placas fotovoltaicas em área de aterro, com o objetivo de utilizar a energia solar para geração de eletricidade.
O desafio da reciclagem
Apesar dos investimentos em infraestrutura, Ricardo Nunes apontou que um dos maiores desafios da gestão de resíduos está na participação da população.
Segundo o prefeito, atualmente apenas cerca de 3% dos resíduos da cidade são reciclados. A ampliação desse índice depende da separação correta dos materiais recicláveis nas residências e da adesão da população à coleta seletiva.
A cidade já conta com coleta seletiva nos bairros e possui um cronograma específico para cada região. A Prefeitura orienta os moradores a consultar os dias e horários de passagem dos caminhões e separar os materiais recicláveis antes da coleta.
A expectativa é reduzir a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros e ampliar o reaproveitamento de materiais.
Nova etapa para a limpeza urbana
A entrega da Estação de Transferência Jaguaré representa uma nova etapa na logística de resíduos da capital. A proposta é combinar investimentos em infraestrutura, renovação da frota, uso de combustíveis de menor impacto ambiental e ampliação da reciclagem.
O desafio, agora, é fazer com que essa estrutura seja acompanhada por uma maior participação da população na separação dos resíduos e na coleta seletiva.
