COMPARTILHE COM:
Search

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Início » Cidades » Litoral Norte » LITORAL NORTE: CEMADEN DETALHA MANUTENÇÃO DE PLUVIÔMETROS E EXPLICA POR QUE EQUIPAMENTOS PODEM FICAR SEM DADOS
Anuncie Conosco

LITORAL NORTE: CEMADEN DETALHA MANUTENÇÃO DE PLUVIÔMETROS E EXPLICA POR QUE EQUIPAMENTOS PODEM FICAR SEM DADOS

Órgão afirma que faz visita anual conforme orçamento, concluiu ciclo em outubro e novembro de 2025 e destaca que alertas usam múltiplas fontes, além da rede própria.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que possui um cronograma de manutenção que prevê, preferencialmente, uma visita anual a cada equipamento da rede, conforme a disponibilidade orçamentária, priorizando o período que antecede a estação chuvosa de cada região do país.

Segundo o órgão, a manutenção inclui substituição de peças, limpeza, além de testes de aferição dos sensores. Quando é identificada alguma anomalia, os sensores são substituídos por novos dispositivos.

De acordo com o Cemaden, o ciclo de manutenções no Litoral Norte ocorreu em outubro e novembro de 2025, abrangendo 63 equipamentos, que teriam sido deixados em plena condição operacional ao final das visitas. Atualmente, a rede na região conta com 51 equipamentos em operação, e o órgão destaca que 11 equipamentos entraram gradualmente em inatividade após novembro.

O Cemaden explica que ausências ou falhas de dados podem ocorrer por entupimento dos sensores pluviométricos por sujeira — como folhas, poeira, detritos e excrementos de pássaros — um problema considerado comum, que pode provocar subestimativa dos volumes de chuva registrados. Por isso, a limpeza regular dos sensores é apontada como essencial, especialmente em estações automáticas.

Para reduzir esse tipo de ocorrência, o Cemaden afirma contar com apoio das Defesas Civis Municipais, que realizam a limpeza periódica dos equipamentos. O órgão também ressalta que possui mais de 3 mil equipamentos distribuídos pelo Brasil e que, por se tratarem de instrumentos sensíveis e sujeitos a falhas, é “virtualmente impossível” manter todos funcionando simultaneamente. No caso dos pluviômetros automáticos, o entupimento por folhas levadas pelo vento durante tempestades é citado como a falha mais recorrente.

O Cemaden reforça ainda que a rede de pluviômetros é uma base importante para o monitoramento contínuo, mas não é a única fonte para emissão de alertas. Segundo o órgão, quando necessário, os alertas consideram também dados de redes parceiras e outros subsídios, como estimativas por radar meteorológico, satélites, dados de descargas elétricas, estações hidrológicas, estações geotécnicas, entre outros.

O órgão afirma que esse conjunto de informações permite identificar dados suspeitos e plataformas inoperantes, e que a redundância de fontes evita impacto na qualidade dos alertas, mesmo quando alguns equipamentos apresentam problemas.

Por fim, o Cemaden aponta que os alertas não consideram apenas a chuva do momento, mas também os acumulados pluviométricos anteriores, associados a fatores hidrológicos e às condições de vulnerabilidade da população monitorada, e observa que mapas interativos exibem apenas uma parte do trabalho técnico realizado.

Anuncie Conosco