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Litoral de SP tem 90 praias impróprias para banho; São Sebastião lidera restrições no Litoral Norte

Novo levantamento aponta 65 pontos impróprios na Baixada Santista e 25 no Litoral Norte; São Sebastião tem dez locais com restrição, enquanto Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela também registram problemas de balneabilidade

Por Gabrielle Tricanico | CIDADES | LITORAL DE SÃO PAULO

O litoral de São Paulo chega ao último fim de semana de setembro com um cenário de alerta para moradores, turistas e comerciantes que dependem do movimento nas praias. O levantamento mais recente de balneabilidade aponta 90 praias impróprias para banho, contra 85 consideradas próprias.

Ao todo, são monitorados 175 pontos no litoral paulista. Na atualização desta semana, portanto, mais da metade dos locais acompanhados apresenta restrição para banho de mar.

A maior concentração está na Baixada Santista, com 65 pontos impróprios. Já o Litoral Norte soma 25, distribuídos entre São Sebastião, Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela.

Para a área de cobertura da Guardiã da Notícia, o dado de maior impacto está em São Sebastião, que aparece com dez pontos classificados como impróprios — o maior número entre os quatro municípios do Litoral Norte.

São Sebastião tem dez pontos impróprios

Em São Sebastião, a restrição alcança praias de diferentes regiões do município, incluindo trechos próximos à área central e também pontos das costas Norte e Sul.

Estão impróprios: Prainha, São Francisco, Arrastão, Pontal da Cruz, Deserta, Porto Grande, Preta do Norte, Toque-Toque Pequeno, Boraceia – Norte e Boraceia – Rua Cubatão.

A distribuição geográfica chama atenção porque mostra que o problema não está concentrado em apenas um trecho da extensa costa sebastianense.

Ubatuba registra seis pontos

Ubatuba aparece com seis pontos classificados como impróprios.

São eles: Rio Itamambuca, Itaguá, Enseada, Perequê-Mirim, Lázaro e Sapé.

A situação exige atenção principalmente porque Ubatuba possui uma das maiores extensões de praias do Litoral Norte e recebe grande circulação de visitantes nos fins de semana.

Caraguatatuba tem cinco locais com restrição

Em Caraguatatuba, são cinco pontos impróprios para banho: Cocanha, Martim de Sá, Prainha, Centro e Indaiá.

A presença de praias urbanas importantes na relação aumenta a relevância do alerta para moradores e visitantes.

Ilhabela registra quatro praias impróprias

Ilhabela apresenta quatro pontos classificados como impróprios: Armação, Sino, Itaquanduba e Grande.

Com isso, os quatro municípios do Litoral Norte possuem ao menos um ponto com restrição nesta atualização.

Veja a lista completa das 90 praias impróprias no litoral paulista

Além dos 25 pontos do Litoral Norte, outros 65 estão concentrados na Baixada Santista, atingindo Bertioga, Guarujá, Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

LITORAL NORTE — 25 PONTOS: São Sebastião: Prainha, São Francisco, Arrastão, Pontal da Cruz, Deserta, Porto Grande, Preta do Norte, Toque-Toque Pequeno, Boraceia – Norte e Boraceia – Rua Cubatão. Ubatuba: Rio Itamambuca, Itaguá, Enseada, Perequê-Mirim, Lázaro e Sapé. Caraguatatuba: Cocanha, Martim de Sá, Prainha, Centro e Indaiá. Ilhabela: Armação, Sino, Itaquanduba e Grande.

BAIXADA SANTISTA — 65 PONTOS: Bertioga: São Lourenço – Próximo ao Morro, Enseada – Indaiá, Enseada – Vista Linda e Enseada – Colônia Sesc. Guarujá: Perequê, Pernambuco, Enseada – Estrada de Pernambuco, Enseada – Avenida Atlântica, Enseada – Rua Chile, Enseada – Avenida Santa Maria, Pitangueiras – Avenida Puglisi, Pitangueiras – Rua S. Valadão, Astúrias e Guaiúba. Cubatão: Rio Perequê. Santos: Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Boqueirão, Gonzaga, Pompeia e José Menino – Rua Frederico Ozanan. São Vicente: Praia da Divisa, Itararé – Posto 2, Praia da Ilha Porchat, Milionários, Gonzaguinha e Prainha. Praia Grande: Canto do Forte, Boqueirão, Guilhermina, Aviação, Vila Tupi, Ocian, Vila Mirim, Maracanã, Vila Caiçara, Real, Balneário Flórida e Jardim Solemar. Mongaguá: Vila São Paulo, Central, Vera Cruz, Santa Eugênia, Itaóca, Agenor de Campos e Flórida Mirim. Itanhaém: Campos Elíseos, Suarão, Suarão – AFPESP, Parque Balneário, Centro, Praia dos Pescadores, Sonho, Jardim Cibratel, Estância Balneária, Jardim São Fernando, Balneário Jardim Regina e Balneário Gaivota. Peruíbe: Icaraíba, Parque Turístico, Balneário São João Batista, Centro, Prainha e Guaraú.

O que significa uma praia estar imprópria?

A classificação de balneabilidade é baseada em análises microbiológicas da água. O monitoramento considera amostras coletadas durante cinco semanas consecutivas e indicadores relacionados à contaminação fecal, como coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos.

No ambiente marinho, a presença de enterococos acima dos limites estabelecidos é um dos principais parâmetros considerados na classificação.

Uma praia também pode receber restrição diante de outras ocorrências capazes de representar risco à saúde, como derramamento de óleo, proliferação potencialmente tóxica de algas e situações relacionadas a doenças de transmissão hídrica.

Chuva pode piorar a qualidade da água

Outro fator importante é a chuva. Em regiões urbanizadas, a água das precipitações percorre ruas, galerias, córregos e canais antes de chegar ao mar, podendo transportar resíduos, matéria orgânica e contaminação microbiológica.

Por isso, a aparência da água não é suficiente para determinar se uma praia está segura. O mar pode apresentar aspecto visual normal e, ainda assim, registrar concentração elevada de microrganismos.

O problema também coloca em evidência questões estruturais dos municípios costeiros, especialmente saneamento básico, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e crescimento populacional.

Impacto vai além da saúde

A balneabilidade também possui peso econômico para o litoral paulista. São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba e as cidades da Baixada Santista possuem atividades econômicas fortemente relacionadas ao turismo.

Quando uma praia importante permanece imprópria, os reflexos podem alcançar hotéis, pousadas, restaurantes, quiosques, comércio, ambulantes e diferentes segmentos da cadeia turística.

A situação pode mudar de uma semana para outra. Por isso, moradores e turistas devem verificar a classificação atualizada antes de entrar no mar e respeitar a sinalização instalada nos pontos monitorados.

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