Medida emergencial vale para moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, após confirmação de casos da doença. Estratégia busca interromper a cadeia de transmissão e reforçar a proteção coletiva.
Por Gabrielle Tricanico | São Paulo | Saúde Pública
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), anunciou uma estratégia emergencial para reforçar o combate ao sarampo e ampliar a cobertura vacinal nas regiões consideradas prioritárias. A partir da próxima semana, moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre 6 meses e 59 anos, deverão procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a vacina contra o sarampo, mesmo aqueles que já tenham sido imunizados anteriormente.
A decisão foi tomada após a confirmação de uma cadeia de transmissão associada à importação do vírus e acompanha orientação do Ministério da Saúde. O objetivo é aumentar rapidamente a proteção da população e impedir a circulação da doença em áreas de maior concentração populacional.
O alerta ocorre em um momento de preocupação das autoridades sanitárias. Em 2026, o Brasil já confirmou 18 casos de sarampo, sendo 15 no Estado de São Paulo: 12 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Embora o número ainda seja considerado controlado, especialistas alertam que o sarampo possui um dos maiores índices de transmissibilidade entre as doenças infecciosas, exigindo resposta rápida para evitar surtos.
Além da recomendação específica para os três municípios, o Governo de São Paulo iniciará na próxima segunda-feira (3) uma campanha estadual de multivacinação, que contemplará os demais 642 municípios paulistas, com foco na atualização da carteira vacinal de crianças e adolescentes de até 15 anos. As vacinas contra sarampo e poliomielite estarão disponíveis em toda a rede pública de saúde.
Análise
A estratégia adotada pelo Governo de São Paulo demonstra uma mudança importante na política de enfrentamento ao sarampo. Em vez de aguardar o aumento do número de casos, o Estado aposta em uma ação preventiva de bloqueio vacinal para conter rapidamente qualquer cadeia de transmissão. A medida reforça o compromisso da gestão estadual em preservar o status sanitário paulista e evitar que novos surtos comprometam a cobertura vacinal e sobrecarreguem o sistema público de saúde.
