Festa Literária Internacional de Paraty reuniu cerca de 30 mil pessoas, ocupou as ruas históricas da cidade e também expôs problemas antigos enfrentados pelos moradores, como as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Assista à reportagem especial da jornalista Gabrielle Tricanico diretamente de Paraty, com os principais momentos, personagens e debates da Flip 2026.
Por Gabrielle Tricanico | RIO DE JANEIRO | PARATY
Das janelas transformadas em palcos teatrais à poesia cantada pelas charmosas ruas do Centro Histórico, Paraty viveu dias de intensa movimentação cultural durante a Flip 2026.
A Festa Literária Internacional de Paraty transformou novamente a cidade em um dos principais centros de discussão sobre literatura, educação, memória, cultura e democracia do país.
Percorrer as ativações e casas culturais espalhadas pela cidade se tornou uma experiência tão saborosa quanto a gastronomia oferecida pelos restaurantes e bares de Paraty. Entre livros, debates, apresentações musicais, cinema, teatro, poesia e encontros com escritores, aproximadamente 30 mil pessoas circularam pelo município em busca de literatura e conhecimento.
A programação ultrapassou os espaços oficiais da festa e ocupou ruas, praças, casarões históricos e janelas. Artistas, poetas, fotógrafos, escritores, jornalistas e leitores fizeram de Paraty um grande palco aberto, no qual cada esquina apresentava uma nova história.
A cultura caiçara também ocupou um espaço importante durante a edição. Na Casa do Patrimônio, moradores e visitantes puderam conhecer narrativas ligadas à formação histórica de Paraty, às comunidades tradicionais e à preservação da memória local.
Entre os momentos de maior repercussão esteve a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. A presença da magistrada arrastou uma multidão interessada em ouvir suas reflexões sobre democracia, cidadania, direitos, literatura e participação social.
Mas nem todos os capítulos da Flip 2026 foram marcados apenas pela celebração. Um apagão atingiu a cidade durante o evento e deixou moradores, comerciantes, turistas e participantes sem energia elétrica em meio à intensa movimentação.
O episódio voltou a expor um problema antigo enfrentado pela população paratiense. Para os moradores, a grande visibilidade proporcionada pela Flip pode ajudar a pressionar as autoridades e as empresas responsáveis a encontrarem uma solução definitiva para as constantes falhas no fornecimento de energia.
O prefeito de Paraty, Zezé Porto, também falou sobre o impacto do apagão e sobre a necessidade de garantir uma infraestrutura adequada para moradores e visitantes.
A Flip 2026 terminou com sucesso de público, mas também com importantes discussões sobre os desafios da cidade, a valorização das comunidades tradicionais e o papel transformador da educação.
Mais do que uma festa literária, o evento reafirmou que a leitura, a literatura e o conhecimento permanecem como ferramentas fundamentais para a construção de uma sociedade mais consciente, democrática e preparada para o futuro.
Até 2027.
