Crime brutal ocorreu em São José, na Grande Florianópolis. Suspeito de 28 anos foi preso em flagrante e já possuía antecedentes por lesão corporal, ameaça e dano. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Texto – por Gabrielle Tricanico/ Santa Catarina
Mais um caso de violência extrema contra a mulher choca Santa Catarina. Uma mulher de 55 anos foi morta após ter o apartamento invadido pelo companheiro, de 28 anos, na noite de sábado (27), em São José, na Grande Florianópolis.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito utilizou um extintor de incêndio para arrombar o acesso ao prédio e, em seguida, a porta do apartamento da vítima. Dentro do imóvel, ela foi violentamente agredida com um objeto ainda não identificado, sofrendo múltiplas lesões, principalmente na região da face.
Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem a movimentação no local. Quando as equipes chegaram, encontraram a vítima desacordada, cercada por uma grande quantidade de sangue. Ela foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital Regional de São José em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de domingo (28).
O suspeito foi localizado pouco depois nas proximidades do condomínio. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem, sendo necessária a utilização progressiva da força para realizar a prisão. Conforme levantamento policial, o homem possui antecedentes por dano, lesão corporal e ameaça e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, responsável pela investigação.
Análise
O caso reforça um cenário preocupante: o feminicídio continua sendo uma das formas mais cruéis de violência de gênero no Brasil. Chama atenção a escalada da agressividade empregada na ação, desde o arrombamento do imóvel até a violência física extrema, indicando um ataque premeditado e de elevada brutalidade.
Também merece atenção o histórico criminal do suspeito. Antecedentes por violência e ameaça frequentemente aparecem em casos que evoluem para feminicídio, reforçando a importância da atuação preventiva dos órgãos de segurança e da rede de proteção às mulheres.
A Polícia Civil dará sequência às investigações para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e eventual histórico de violência entre o casal.
