Thalita Andrâde – Jornalista
Evento reuniu dirigentes, parlamentares e pré-candidatos para definir estratégias da legenda para as eleições de 2026.
Lideranças do Partido Novo se reuniram neste sábado (18), durante o 10º Encontro Nacional da legenda, para definir estratégias para as eleições de 2026 e alinhar o discurso político da campanha.
O evento reuniu o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, parlamentares, dirigentes estaduais, filiados e pré-candidatos de diferentes estados.
Entre os participantes estavam o deputado federal Ricardo Salles, pré-candidato ao Senado por São Paulo, e Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República.
Durante os discursos e entrevistas, ambos fizeram críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defenderam propostas que o partido pretende apresentar na campanha eleitoral.
Ricardo Salles voltou a defender a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, o país enfrenta um cenário de insegurança jurídica e institucional, tema que, segundo ele, deverá fazer parte das discussões do partido nas eleições de 2026.
Já Romeu Zema afirmou que, caso seja eleito presidente da República, um dos primeiros atos de seu governo será iniciar o processo de privatização da Petrobras. Segundo ele, a medida faz parte da proposta do Novo de reduzir a participação do Estado na economia e ampliar a eficiência da gestão pública.
Durante coletiva de imprensa, Zema também foi questionado sobre o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e como trataria o tema em um eventual governo. O pré-candidato afirmou que adotaria uma postura de maior aproximação com o governo norte-americano e criticou a condução da política externa do governo Lula.
Segundo ele, o presidente tem demonstrado desinteresse em manter um diálogo com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que aproxima o Brasil de países como Venezuela, Cuba e Irã.
Ao responder sobre o tema, Zema declarou: “Eu faria tudo o que o Lula não fez. Quem tem um cliente importante, e eu venho do setor varejista, você dá toda a atenção para esse cliente, você tem que ser pró-ativo. Me parece que nem reativo o Brasil foi, ficou assistindo. Então nós estamos colhendo aquilo que foi plantado.”
Ao longo da programação, o partido debateu propostas para áreas como economia, segurança pública, educação e reformas administrativas, além de definir as diretrizes da campanha para 2026.
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Ouça: Rádio A Guardiã da Notícia FM 82.3 – Referência em Jornalismo Regional.
Edição: Rafael Felipe Piasecki
