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Polícia Federal ativa operação nacional para proteger candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Estrutura especial poderá mobilizar até 458 servidores e atender simultaneamente até dez candidatos durante a campanha eleitoral. Esquema será definido conforme avaliação de risco de cada agenda.

Por Gabrielle Tricanico | Editoria Política | Brasília

Modo eleições ativado

A Polícia Federal colocará em prática, a partir desta segunda-feira (20), uma operação nacional de segurança voltada aos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas e poderá mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, equipes de inteligência, logística e coordenação operacional.

A operação será iniciada após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias e dependerá da solicitação formal das campanhas. A adesão ao esquema é facultativa, permitindo que os candidatos optem por requerer a proteção em qualquer fase da disputa eleitoral.

De acordo com a Polícia Federal, cada presidenciável contará com um plano de segurança individualizado. O nível de proteção será definido após análise técnica baseada em fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, rotas de deslocamento e o cenário de segurança pública de cada região do país.

Antes de cada compromisso oficial, equipes da PF realizarão vistorias prévias nos locais dos eventos e atuarão de forma integrada com as forças estaduais e municipais de segurança para estabelecer protocolos de proteção e controle de acesso.

A corporação informou ainda que não divulgará o efetivo destinado a cada candidato nem os critérios específicos utilizados para classificar o grau de risco das campanhas, medida considerada estratégica para preservar a eficiência operacional.

Desde abril, representantes da Polícia Federal vêm promovendo reuniões com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o funcionamento do esquema de proteção. As 30 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicadas sobre os protocolos, e parte das campanhas participou de encontros técnicos para esclarecer dúvidas sobre a operação.

Análise

A adoção de um plano nacional de proteção reforça a preocupação das autoridades com o ambiente eleitoral de 2026, marcado por elevada polarização política e pelo aumento das ameaças contra agentes públicos e candidatos nos últimos anos.

O modelo adotado pela Polícia Federal segue padrões utilizados em democracias consolidadas, nos quais a proteção é baseada em critérios técnicos de inteligência e avaliação de risco, e não em preferências políticas. A integração entre PF, polícias estaduais e guardas municipais busca reduzir vulnerabilidades durante deslocamentos, comícios, caminhadas e demais atos públicos da campanha.

Além da segurança física dos candidatos, a estratégia também procura garantir a normalidade do processo democrático, preservando o direito de realização de campanhas eleitorais em todo o território nacional sem comprometer a ordem pública.

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