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Colar de R$ 2 milhões dado por Buzeira a Neymar levou polícia a esquema de ouro roubado

Investigação sobre a joia avançou até uma rede suspeita de receptação, derretimento e revenda de ouro em São Paulo.

Um colar de ouro avaliado em R$ 2 milhões, presenteado por Buzeira a Neymar durante um cruzeiro em 2023, foi o ponto de partida de uma investigação da Polícia Civil que chegou a uma rede suspeita de receber, derreter e revender joias roubadas em São Paulo. Neymar não é investigado no caso e não há indicação nos autos de participação do jogador no esquema. A polícia também não afirma que o ouro usado na fabricação da joia tenha origem criminosa.

A investigação levou os policiais até Douglas Bonetti Rocha, conhecido como “Jimmy”, identificado como fabricante do colar. Ele afirmou que comprava ouro de diferentes fornecedores e apresentou uma nota fiscal de R$ 720 mil. Segundo a polícia, porém, não foi possível esclarecer a origem de todo o ouro utilizado. A partir das diligências, os investigadores chegaram a comerciantes e intermediários suspeitos de atuar na receptação de ouro roubado.

Entre eles está Rony Gonçalves, apontado como elo entre pessoas envolvidas nos roubos e comerciantes da região central de São Paulo. Ele nega integrar uma organização criminosa. Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil realiza a Operação Ouro Reverso 2, com quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas e bens dos investigados. A suspeita é de que o esquema envolvesse desde o roubo de alianças e outras joias até a compra, derretimento e revenda do ouro. O processamento das peças dificultaria a identificação da origem do material.

A investigação também cita Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Crime”, apontada como integrante de um núcleo responsável pela obtenção de joias roubadas. A primeira fase da Operação Ouro Reverso ocorreu em maio de 2025. A nova etapa busca atingir outros integrantes da suposta cadeia de receptação e lavagem de dinheiro.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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