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Chapecó: adolescente baleado na cabeça segue em estado grave; arma do pai e acesso de menores são investigados

Caso no bairro Efapi, no Oeste catarinense, levou à internação provisória de um adolescente de 13 anos e à investigação sobre a guarda das armas na residência.

Por Gabrielle Tricanico | SEGURANÇA PÚBLICA | CHAPECÓ
A Guardiã da Notícia, em parceria com a Mídia Brasil SC

Um encontro entre amigos dentro de uma residência terminou com um adolescente baleado na cabeça no bairro Efapi, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A vítima passou por cirurgia no Hospital Regional do Oeste e, conforme as informações médicas divulgadas sobre o caso, permanece em estado grave, porém estável. O disparo teria sido efetuado por um colega de 13 anos com uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai.

A ocorrência, registrada no sábado, 10 de outubro, tem dois pontos centrais sob investigação: as circunstâncias em que o tiro foi disparado e como o adolescente conseguiu acessar a arma de fogo dentro de casa.

O Poder Judiciário determinou a internação provisória do adolescente investigado por até 45 dias, atendendo a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O pai, proprietário das armas, também é investigado por possível omissão de cautela na guarda do armamento.

Vítima passou por cirurgia no Hospital Regional do Oeste

Depois do disparo, o adolescente recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, onde passou por procedimento neurocirúrgico.

Segundo informações atribuídas à Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o quadro divulgado era grave, mas estável. A estabilidade informada não representa alta hospitalar nem permite concluir que o paciente esteja fora de risco.

Na publicação apresentada como base desta reportagem, a mãe relata que o filho respira sem ajuda de aparelhos. Essa informação corresponde ao momento daquele relato e não substitui uma atualização médica.

Há divergência nas informações divulgadas sobre a idade da vítima: a publicação apresentada informa 14 anos, enquanto notícias baseadas na manifestação do Ministério Público mencionam 13. Por isso, a idade exata ainda exige confirmação.

Investigação e defesa apresentam versões diferentes

De acordo com a versão policial reproduzida na publicação, o adolescente de 13 anos estava em casa com amigos quando teria se irritado com a movimentação no local. Ele teria buscado a pistola do pai e efetuado o disparo que atingiu o colega.

A defesa da família, por sua vez, sustenta que o tiro foi acidental. Em manifestação divulgada sobre o caso, afirma que os adolescentes eram melhores amigos e que o episódio aconteceu durante uma brincadeira. Também declara que o adolescente investigado pediu ajuda a vizinhos após o disparo.

As versões precisam ser confrontadas com depoimentos, perícias e os demais elementos da investigação. A intenção atribuída ao adolescente ainda depende da apuração; a internação provisória não equivale a uma decisão definitiva sobre o caso.

Justiça determina internação e acompanhamento psicológico

O pedido de internação foi apresentado pelo promotor de Justiça plantonista Wesley da Silva Müller. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos fundamentaram o enquadramento provisório como ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado.

Além da internação, a decisão prevê avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico do adolescente, assim como o encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado.

Também foram determinadas a continuidade das investigações, a realização de exames periciais e a obtenção de documentos médicos sobre a situação da vítima. Esses procedimentos deverão contribuir para esclarecer a dinâmica do disparo e suas consequências.

Pai é investigado pela guarda da arma

A apuração também alcança a responsabilidade do proprietário do armamento. Segundo as informações policiais reproduzidas na publicação, o pai tem registro como colecionador, atirador desportivo e caçador, conhecido pela sigla CAC, e a pistola era registrada.

O ponto investigado é a condição em que a arma estava guardada e a possibilidade de acesso pelo adolescente. Conforme o relato divulgado, ela estaria em um local de fácil alcance.

Durante as diligências na residência, foram apreendidos uma pistola, uma carabina, carregadores e munições. A publicação apresentada informa o recolhimento de 249 munições intactas.

O pai é investigado por possível omissão de cautela na guarda de arma de fogo. A apuração deverá estabelecer as condições de armazenamento e a eventual responsabilidade do adulto.

Caso coloca a proteção de adolescentes no centro da apuração

Em Chapecó, o episódio reúne uma emergência hospitalar, uma investigação policial e a atuação da Justiça na proteção e responsabilização dos envolvidos. Enquanto a vítima recebe tratamento, a apuração busca esclarecer como uma arma de fogo ficou acessível e em quais circunstâncias foi utilizada.

A cobertura de A Guardiã da Notícia, em parceria com a Mídia Brasil SC, destaca os desdobramentos no Oeste catarinense, preservando a identidade dos adolescentes e distinguindo as informações policiais, a versão da defesa e as decisões judiciais.

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