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Moro abre 12 pontos no Paraná e lidera corrida ao governo; disputa pelo Senado tem Deltan, Curi e Filipe Barros embolados

Pesquisa Realtime Big Data mostra Sérgio Moro com 35% das intenções de voto para governador, contra 23% de Sandro Alex e 20% de Requião Filho. Levantamento também revela diferenças importantes entre regiões sociais do eleitorado paranaense e aponta disputa aberta pelas duas vagas do Estado no Senado.

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | PARANÁ

A corrida pelo Palácio Iguaçu entra em uma fase decisiva com Sérgio Moro (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Paraná. Pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta sexta-feira, 28 de agosto, coloca o candidato com 35% das intenções de voto no cenário estimulado, uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre Sandro Alex (PSD), que aparece com 23%.

Requião Filho (PDT) registra 20% e permanece competitivo, apenas três pontos atrás de Sandro Alex. Luiz França, do Missão, aparece com 2%. Outros candidatos somam 1%, enquanto 6% declaram voto nulo ou branco e 13% ainda não sabem ou não responderam. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

O levantamento, registrado sob o número PR-07845/2026, ouviu 1.600 eleitores do Paraná entre os dias 24 e 27 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Moro também lidera na pesquisa espontânea

A vantagem do ex-juiz aparece mesmo quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos.

Na pesquisa espontânea, Moro é citado por 16%, seguido por Sandro Alex, com 9%, Requião Filho, com 7%, e Ratinho Junior, com 4%. Outros nomes chegam a 3%, enquanto 10% indicam voto branco ou nulo.

O dado que chama atenção, entretanto, é o tamanho do eleitorado ainda sem definição: 51% não sabem em quem votar espontaneamente. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

Esse contingente mostra que, apesar da liderança de Moro no cenário estimulado, a eleição paranaense ainda possui espaço expressivo para movimentações durante a reta final da campanha.

Força de Moro cresce entre eleitores mais velhos e de maior renda

O recorte do levantamento ajuda a revelar onde está concentrada parte da vantagem do candidato do PL.

Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Moro aparece com 27%. O percentual sobe para 37% entre aqueles de 35 a 59 anos e alcança 40% entre os paranaenses com 60 anos ou mais.

Sandro Alex registra, respectivamente, 19%, 24% e 26% nesses grupos. Requião Filho aparece com 19%, 20% e 21%.

A diferença também é significativa quando observada a renda.

Entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos, Requião Filho aparece numericamente à frente, com 30%, enquanto Moro registra 23% e Sandro Alex, 18%.

O cenário se inverte conforme a renda aumenta. Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, Moro chega a 38%, contra 24% de Sandro Alex e 18% de Requião Filho. Acima de cinco salários mínimos, a vantagem do candidato do PL cresce: Moro alcança 48%, Sandro Alex 29% e Requião Filho 9%.

O recorte sugere uma eleição marcada não apenas pela divisão partidária, mas também por diferenças importantes no perfil socioeconômico do eleitorado paranaense.

Moro vence os dois cenários de segundo turno em que aparece

A pesquisa também simulou confrontos diretos.

Contra Requião Filho, Moro registra 54% contra 27%. Votos brancos e nulos somam 10%, enquanto 9% não sabem ou não responderam. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

No confronto contra Sandro Alex, Moro também aparece na frente, mas com distância menor: 44% a 32%. Nesse cenário, 13% votariam branco ou nulo e 11% estão indecisos. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

Sem Moro na disputa, o levantamento testa um confronto entre Sandro Alex e Requião Filho. O candidato do PSD aparece com 35%, enquanto Requião Filho marca 30%. A diferença de cinco pontos é acompanhada por um contingente expressivo de eleitores sem candidato: 17% votariam branco ou nulo e 18% não sabem ou não responderam. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

Rejeição é um dos desafios de Moro

Apesar da liderança, Moro enfrenta um indicador que poderá pesar na reta final: a rejeição.

Quando os entrevistados são perguntados em quem não votariam, Requião Filho apresenta a maior rejeição, com 41%, seguido de perto por Sérgio Moro, com 39%.

Sandro Alex registra 29%, Luiz França 25%, Tayná Miessa 22%, Alexandre Salomão 21%, Adriano Teixeira 18% e Samuel de Mattos 17%. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

Isso cria uma característica importante da eleição: Moro combina a maior intenção de voto com uma das maiores rejeições entre os nomes pesquisados.

Na análise de votabilidade, 19% afirmam que votariam com certeza em Moro e 36% consideram a possibilidade de votar nele. Outros 39% dizem conhecê-lo e não votar nele, enquanto apenas 6% afirmam não conhecê-lo suficientemente para opinar. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

Ratinho Junior deixa governo com aprovação de 80%

Outro componente relevante para a sucessão estadual é a avaliação da atual administração.

Segundo a pesquisa, 80% aprovam o trabalho do governador Ratinho Junior, enquanto 19% desaprovam e 1% não soube ou não respondeu.

Quando a avaliação é dividida por conceitos, 57% classificam o governo como ótimo ou bom, 31% como regular e 11% como ruim ou péssimo. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

O índice transforma a associação com o atual governo em um ativo potencial da campanha estadual e ajuda a explicar por que a disputa pela sucessão também passa pela capacidade dos candidatos de dialogar com o legado político da atual gestão.

Senado: Deltan lidera, mas duas vagas deixam disputa aberta

A pesquisa também mede a corrida pelas duas cadeiras do Paraná no Senado Federal.

No resultado consolidado dos primeiro e segundo votos, reduzidos para 100%, Deltan Dallagnol (Novo) aparece na liderança com 20%. Alexandre Curi (Republicanos) registra 18%, Filipe Barros (PL) 17%, Gleisi Hoffmann (PT) 15% e Cristina Graeml (PSD) 14%.

Dr. Rosinha (PT) aparece com 5%. Os demais nomes ficam em patamares inferiores, enquanto 4% indicam voto nulo ou branco e 6% não sabem ou não responderam. Paraná – PR-07845-2026 Ago26.pdf

A distância de apenas seis pontos entre o primeiro e o quinto colocado evidencia uma corrida muito mais fragmentada do que a disputa pelo Governo do Estado.

Como o Paraná escolherá dois senadores, o comportamento do segundo voto poderá ser decisivo. O levantamento mostra, inclusive, mudanças relevantes entre a primeira e a segunda escolha do eleitor, ampliando a importância das alianças, das dobradas eleitorais e da capacidade de cada candidatura de conquistar votos fora de sua base política tradicional.

Paraná entra na reta decisiva com duas eleições de dinâmicas diferentes

Os números da Realtime Big Data desenham dois tabuleiros.

Na disputa pelo Governo do Paraná, Moro começa a reta final em posição de vantagem, lidera o primeiro turno estimulado e vence os dois confrontos de segundo turno em que seu nome foi testado. Ao mesmo tempo, carrega rejeição elevada e encontra desempenho significativamente menor entre os eleitores de menor renda.

Já a eleição para o Senado apresenta cenário mais pulverizado, com Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Filipe Barros, Gleisi Hoffmann e Cristina Graeml separados por margens relativamente pequenas.

Com uma parcela expressiva do eleitorado ainda sem candidato definido espontaneamente para governador, o desafio das campanhas nas próximas semanas será transformar conhecimento de nome e estrutura política em voto consolidado.

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