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Operação Última Parada atinge transporte da capital e leva vereador do PT à prisão por suspeita de ligação com facção criminosa

A Guardiã da Notícia
Por Gabrielle Tricanico | Editoria Segurança Pública e Política

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quinta-feira, a Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e infiltração do crime organizado no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

Entre os presos está o vereador Senival Moura (PT), além do presidente da Transunião Transportes S.A., Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e de Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, apontado como diretor informal da empresa, motorista e homem de confiança do parlamentar.

Ao todo, a operação cumpre cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em endereços da capital paulista, da Região Metropolitana de São Paulo e do município de Extrema (MG). A investigação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

Segundo os investigadores, os alvos são suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por lavagem de dinheiro e fraudes em contratos públicos relacionados ao transporte coletivo. Como medida cautelar, a Justiça determinou o afastamento imediato da diretoria da Transunião, e a Prefeitura de São Paulo foi comunicada para adotar as providências administrativas necessárias, garantindo a continuidade do serviço à população.

A Transunião opera 51 linhas de ônibus na capital e transporta cerca de 389 mil passageiros por dia, com atuação predominante na Zona Leste. A SPTrans deverá definir se haverá intervenção na empresa ou redistribuição das linhas para outras concessionárias, evitando impactos ao transporte público.

A investigação segue em andamento e os fatos serão analisados pela Justiça. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se manifestado publicamente sobre as acusações.

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