Texto jornalístico – A Guardiã da Notícia
Por Gabrielle Tricanico | Interior
O cenário político em Piracicaba ganhou um novo capítulo nesta semana. O Ministério Público de São Paulo ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito Hélio Zanatta (PSD), pedindo à Justiça a cassação do mandato em razão da permanência de um assessor em cargo estratégico da administração municipal.
De acordo com o MPSP, o chefe do Executivo manteve Luiz Antonio Tavolaro na chefia do Gabinete Institucional mesmo após recomendação para sua exoneração. O órgão sustenta que o assessor possui condenações judiciais incompatíveis com a função pública exercida, o que, na avaliação da Promotoria, afronta os princípios da legalidade e da moralidade administrativa.
Os promotores também apontam que a decisão de manter o servidor no cargo resultou no pagamento de recursos públicos a um ocupante que, segundo a tese apresentada na ação, não preenchia os requisitos necessários para permanecer na função.
Além do pedido de condenação por improbidade, o Ministério Público requer a aplicação das penalidades previstas em lei, entre elas a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, multa e outras restrições legais. Também foi solicitado o afastamento imediato do assessor, mas o pedido liminar foi negado pela Justiça neste primeiro momento.
A Prefeitura de Piracicaba informou que o prefeito ainda não foi oficialmente citado no processo e que exercerá o direito à ampla defesa ao longo da tramitação da ação.
