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Clima frio altera o consumo e impulsiona a expansão de feiras noturnas em São Paulo

A queda nas temperaturas transformou o comportamento do consumidor nas quase 800 feiras livres de São Paulo. Durante os dias frios, a procura por alface e saladas tradicionais diminui, dando lugar a alimentos mais calóricos e ricos em vitaminas para fortalecer a imunidade. Os grandes campeões de venda são a mexerica e a tangerina, que ficam mais baratas devido ao auge da safra, além de laranjas e limões. Nas bancas de hortifrúti, disparam as vendas de milho verde e de tubérculos como mandioca, mandioquinha, batata-doce e inhame, utilizados como base para caldos quentes e sopas cremosas. Nas tradicionais bancas de pastel, os clientes chegam a trocar o caldo de cana com gelo pelo salgado frito na hora para espantar o frio.

Supervisionadas pela Secretaria Municipal de Subprefeituras, as feiras mobilizam mais de 12 mil trabalhadores cadastrados e atraem cerca de 3 milhões de pessoas por semana, concentrando o maior volume absoluto nas zonas Sul e Leste. Essa estrutura gera diariamente 400 toneladas de resíduos orgânicos e embalagens. Para mitigar o impacto, equipes de limpeza lavam as vias logo após a dispersão e a prefeitura destina os restos de vegetais para pátios de compostagem, transformando-os em adubo para parques da capital. Paralelamente às feiras diurnas e ao crescimento dos pontos de produtos orgânicos, o circuito das feiras livres noturnas avança nos bairros. Funcionando no meio da semana entre 16h e 22h, esses eventos ganham força em praças e centros esportivos, transformando as calçadas em polos de lazer, economia criativa e gastronomia regional a céu aberto.

Rádio - Clínica Santa Marcia
São Paulo
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