As feiras livres noturnas em São Paulo deixaram de ser apenas pontos de compras de hortifrúti para se transformarem em praças de alimentação a céu aberto e polos de economia criativa nos bairros. Funcionando no meio da semana, geralmente das 16h às 21h ou das 17h às 22h, as feiras ocupam praças, largos e recuos de avenidas. A iniciativa conta com forte apoio de iluminação pública e segurança da Guarda Civil Metropolitana (GCM), oferecendo comodidade ao trabalhador que retorna para casa no fim do dia.
O grande motor de atração do circuito é o polo gastronômico regional, que vai além do clássico pastel com caldo de cana, integrando food trucks e barracas de comidas típicas, como acarajé, yakisoba e doces caseiros. O circuito ganha força em diversas regiões da capital, com destaques para a tradicional feira de Vila Formosa, Itaquera e São Mateus na Zona Leste; Vila Mariana, Jabaquara e Ipiranga na Zona Sul; além de praças do Centro, como República e Sé, e pontos na Lapa e Pinheiros, na Zona Oeste.
Para viabilizar a organização noturna, a fiscalização de posturas das subprefeituras atua de forma rigorosa no controle de ruídos e na garantia de acessibilidade dos pedestres nas calçadas. Logo após o encerramento das atividades, equipes de varrição realizam a limpeza e lavagem imediata do asfalto. Esse processo evita o acúmulo de resíduos orgânicos nas vias e garante a zeladoria urbana logo após o fechamento das barracas.
