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Ubatuba: Problemas no píer do letreiro seguem sem solução após nova vistoria da reportagem

Pneu com água parada, falta de manutenção e dúvidas sobre investimentos anteriores serão questionados ao Estado, ao Dadetur e ao Ministério Público

A reportagem voltou na manhã deste sábado (23) ao píer do letreiro “Eu amo Ubatuba”, no Itaguá, para verificar se houve alguma providência após as denúncias feitas sobre as condições do local. A constatação é que os problemas permanecem.

Mesmo após dias sem chuva, ainda há pneu com água parada no local, além de sinais de abandono, falta de manutenção e ausência de medidas efetivas para organizar uma área turística que deveria ser cartão-postal da cidade.

A situação já havia sido mostrada anteriormente pela reportagem. Na ocasião, foram apontados problemas no entorno do letreiro, falta de estrutura para turistas, água acumulada, materiais deixados no espaço e ausência de cuidados básicos em uma área de grande circulação de visitantes.

Apesar das cobranças, a Prefeitura tem conhecimento da situação, mas os problemas seguem sem solução. Ao mesmo tempo, integrantes da administração municipal têm acusado a reportagem de divulgar informações falsas, enquanto o que se observa no local é a permanência dos mesmos problemas registrados anteriormente.

A situação também levanta dúvidas sobre a responsabilidade pela manutenção e sobre investimentos já realizados no espaço. Em gestões anteriores, segundo apuração da reportagem, já houve obras com valores superiores a R$ 200 mil na área, que hoje segue com sinais de abandono.

Diante disso, a reportagem vai encaminhar questionamentos ao Governo do Estado de São Paulo, ao Dadetur e ao Ministério Público para apurar a origem dos recursos aplicados, a responsabilidade pela fiscalização e se a Prefeitura de Ubatuba tem cumprido corretamente as obrigações relacionadas ao espaço.

A reportagem também já questionou a atual administração sobre investimentos anteriores no local. O atual secretário de Turismo informou que não tem conhecimento dos processos antigos de outras gestões.

O caso expõe um jogo de empurra entre Prefeitura, secretarias, órgãos de controle e possíveis responsabilidades estaduais. Enquanto isso, moradores e turistas encontram um dos principais pontos turísticos da cidade sem a manutenção esperada.

A cobrança é objetiva: a Prefeitura precisa esclarecer quais obras foram feitas, quais valores foram aplicados, quem é responsável pela manutenção atual, por que o local segue abandonado e quais providências serão adotadas para recuperar o píer do letreiro “Eu amo Ubatuba”.

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