Por Gabrielle Tricanico
O governador Tarcísio de Freitas entrega nesta segunda-feira (15), em São José dos Campos, a Escola Estadual Roberto Burle Marx, primeira unidade do programa PPP Novas Escolas na região do Vale do Paraíba e a segunda entregue em todo o Estado de São Paulo.
A nova escola integra o Lote Leste da parceria público-privada criada pelo governo estadual, que prevê a construção e gestão dos serviços de infraestrutura de 33 unidades escolares distribuídas em 29 municípios paulistas. O modelo mantém a responsabilidade pedagógica sob gestão do Estado, enquanto a iniciativa privada assume a construção, manutenção predial, limpeza, alimentação e demais serviços de apoio.
Com capacidade para aproximadamente 1.300 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a unidade amplia a oferta de vagas em tempo integral e reforça a estratégia do governo de acelerar a expansão da rede por meio de investimentos privados.
Análise
A entrega da escola representa mais do que uma inauguração. Trata-se de uma vitrine do principal projeto de modernização da infraestrutura educacional defendido pela gestão Tarcísio de Freitas.
O programa de PPPs para escolas enfrentou resistência de sindicatos e movimentos ligados à educação, que questionaram o modelo e levantaram preocupações sobre uma possível privatização do ensino público. O governo, por sua vez, sustenta que a iniciativa não interfere no conteúdo pedagógico nem na contratação de professores, concentrando-se exclusivamente na gestão da estrutura física das unidades.
Ao escolher São José dos Campos para a entrega da primeira unidade do Vale do Paraíba, o governador também reforça a importância estratégica da região, uma das mais desenvolvidas economicamente do Estado e considerada fundamental para os projetos de expansão da rede estadual.
Outro destaque da agenda será o lançamento do protocolo “Não se Cale vai à Escola”, iniciativa voltada à identificação de sinais de violência contra mulheres e meninas dentro do ambiente escolar. A proposta prevê formação da comunidade escolar para acolhimento das vítimas, orientação sobre canais de denúncia e fortalecimento de ações preventivas.
A combinação dos dois anúncios mostra uma estratégia política clara do Palácio dos Bandeirantes: associar investimentos em infraestrutura educacional a pautas sociais de proteção e cidadania, ampliando o alcance das políticas públicas dentro das escolas estaduais.