Com eventos marcados para o dia 25 de julho, legendas desenham alianças enquanto a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência enfrenta resistência de partidos e divergências internas.
O cenário político nacional entra em uma fase decisiva com o início do calendário das convenções partidárias, período legal entre 20 de julho e 5 de agosto no qual os partidos oficializam seus candidatos para o pleito. Durante as convenções, as legendas têm a prerrogativa de preencher as vagas disponíveis para os cargos em disputa, incluindo os legislativos estaduais e federais, além das chapas majoritárias.
Na corrida pela Presidência da República, o ambiente nos bastidores da direita é de articulação e incerteza. De acordo com os debates do programa Download da Notícia, partidos como Republicanos e a federação composta por União Brasil e PP decidiram não apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. A falta de adesão de aliados históricos e o surgimento de divergências internas envolvendo lideranças como Michelle Bolsonaro e Damares Alves alimentam especulações de que o atual pré-candidato do PL possa renunciar antes da data limite de registro, em 16 de agosto.
A definição oficial do PL ocorrerá em convenção marcada para o dia 25 de julho, no estádio do Pacaembu. A data é a mesma escolhida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para realizar a sua própria convenção em Campinas, evidenciando o clima de polarização. Em paralelo aos conflitos internos do PL, o nome do governador Ronaldo Caiado ganha força nos bastidores como uma possível terceira via do campo conservador, podendo compor chapa com Gilberto Kassab.
Além das manobras eleitorais, o debate pontuou que o cenário político das próximas semanas poderá ser impactado pelo lançamento de um documentário com novas denúncias, previsto para o dia 23 de julho, véspera das principais convenções partidárias.
