IMAGENS NAS ESTRADAS MOSTRAM O CAOS PÓS TEMPESTADE KRISTIN
A Depressão Kristin foi um intenso sistema meteorológico de baixa pressão que passou por Portugal continental na madrugada de 28 de janeiro de 2026. O fenômeno classificou-se como uma ciclogénese explosiva — ou seja, uma depressão que se intensifica muito rapidamente, com queda abrupta da pressão atmosférica e formação de ventos extremamente fortes. 
Impactos principais em Portugal
Força do tempo
• Ventos muito fortes, com rajadas que ultrapassaram 178 km/h, atingindo níveis próximos dos de tempestades tropicais fortes. 
• Chuva abundante, agitação marítima e até neve em zonas interiores. 
Danos materiais
• Centenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade — em alguns momentos aproximando-se de um milhão de clientes afetados. 
• Árvores, estruturas metálicas, telhados e infra-estruturas foram derrubados ou danificados. 
• Linhas ferroviárias e rodoviárias foram interrompidas ou ficaram bloqueadas por queda de árvores e detritos. 
• Equipamentos e construções tiveram prejuízos, incluindo aeronaves e hangares em aeródromos locais e facilidades esportivas. 
Ocorrências
• Autoridades registraram milhares de chamadas e ocorrências relacionadas com quedas de árvores, inundações e outros incidentes. 
Vítimas e consequências humanas
• Foram confirmadas várias vítimas mortais — com fontes a indicar entre cinco e seis mortos devido ao mau tempo, incluindo quedas de árvores e estruturas, e eventos relacionados com o estado extremo do tempo. 
• Também houve relatos de feridos, pessoas desalojadas e comunidades isoladas temporariamente devido à falta de comunicações e energia. 
Resposta e medidas
• A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) mobilizou centenas de operacionais para responder às ocorrências. 
• O Governo português decretou situação de calamidade nas zonas mais afetadas para agilizar ajuda, obras e apoio às populações. 
Onde foi mais sentido
As regiões mais impactadas foram sobretudo o Centro (especialmente Leiria e Coimbra), parte da Grande Lisboa, o interior de Castelo Branco, Santarém, Setúbal e Guarda.
ESPANHA IRÁ REGULARIZAR CERCA DE 500 MIL IMIGRANTES
GOVERNO DE PEDRO SÁNCHEZ APROVOU O DECRETO ESTA SEMANA
O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez aprovou um decreto para regularizar cerca de 500 mil imigrantes em situação irregular na Espanha. A medida concede autorizações de residência e trabalho por até um ano a estrangeiros que comprovem permanência no país por, no mínimo, cinco meses até o fim de 2025 e não tenham antecedentes criminais. Os principais beneficiados são imigrantes latino-americanos e africanos.
A decisão resulta de um acordo com o partido de esquerda Podemos e foi adotada por meio de um decreto-real, mecanismo que permite acelerar o processo diante do bloqueio de propostas semelhantes no Parlamento. O governo afirma que a regularização ajudará a combater a exploração laboral, ampliar a arrecadação de impostos e suprir a falta de mão de obra em setores como agricultura, construção e turismo.
Em contraste com países que vêm endurecendo políticas migratórias, como os Estados Unidos e alguns vizinhos europeus, a Espanha busca se posicionar como alternativa à onda anti-imigração. A oposição conservadora critica a iniciativa, classificando-a como incentivo à imigração irregular. Já o Ministério das Migrações anunciou a criação de um portal digital unificado para receber e processar os pedidos a partir de abril.
EX-PRIMEIRA DAMA SUL COREANA É CONDENADA A PRISÃO
KIM, FOI CONDENADA POR SUBORNO
A Justiça da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a um ano e oito meses de prisão por corrupção. Segundo o tribunal, ela recebeu bolsas da marca Chanel e um pingente de diamantes de membros da Igreja da Unificação em troca de favores políticos.
Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol — afastado do cargo no ano passado —, foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e de violação das leis de financiamento político. A promotoria informou que pretende recorrer das absolvições.
A sentença ocorre em meio a uma série de investigações que envolvem o ex-presidente, incluindo a breve imposição da lei marcial em 2024 e outros escândalos que desgastaram a imagem do casal, anteriormente considerado influente no cenário político sul-coreano. Durante o julgamento, o juiz destacou o peso simbólico do cargo de primeira-dama e a responsabilidade pública associada à função.
Em nota, a Igreja da Unificação negou que os presentes estivessem ligados a favores políticos. A líder da instituição, Han Hak-ja, que também responde a processo, afirmou não ter autorizado qualquer tentativa de suborno.
VÍRUS NIPAH ACENDE ALERTA APÓS CRESCENTES CASOS DE MORTE
NÃO HÁ VACINA E NEM REMÉDIO PARA A CURA ATÉ O MOMENTO
Autoridades de saúde do Nepal elevaram o nível de vigilância no país diante do risco de propagação do vírus Nipah (NiV), um patógeno considerado altamente letal, após a confirmação de casos em regiões vizinhas da Índia. O anúncio ocorre num contexto de preocupação em toda a Ásia com o possível avanço da doença. 
O Nipah virus é um vírus zoonótico — transmitido de animais como morcegos frugívoros e porcos para humanos — e pode também passar de pessoa para pessoa por contacto direto ou através de alimentos contaminados. A doença geralmente começa com sintomas como febre, dores de cabeça, vómitos e dor de garganta, evoluindo em alguns casos para inflamação cerebral grave e insuficiência respiratória, com taxas de mortalidade que variam entre 40 % e 75 %. 
Embora nenhum caso tenha sido confirmado no Nepal até o momento, serviços de saúde no país intensificaram medidas de rastreio, especialmente em pontos de entrada aeroportuários como o Aeroporto Internacional de Tribhuvan, em Kathmandu, para monitorizar viajantes provenientes de áreas afetadas. O objectivo é identificar precocemente possíveis infeções e impedir a entrada do vírus no território nepalês. 
O governo nepalês também tem promovido campanhas de sensibilização sobre os riscos da doença e orientado médicos e unidades de saúde a ficarem atentos a qualquer caso com sintomas compatíveis com o Nipah. Especialistas em saúde pública alertam que, apesar da baixa probabilidade de transmissão em larga escala fora das zonas afectadas, a vigilância e a resposta rápida são cruciais para conter uma eventual propagação caso ocorra uma infeção. 
Organizações internacionais e autoridades sanitárias continuam a acompanhar de perto a situação na região, dado o potencial elevado de letalidade e a ausência de vacina ou tratamento específico para o vírus Nipah.
