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MPSP dá 48h para Prefeitura de SP explicar ações após temporal que deixou um morto no Anhangabaú e Brasilândia

Promotoria exige comprovantes do envio de alertas da Defesa Civil e cobra multa diária de R$ 10 mil à Justiça por atrasos no Plano de Mitigação de Enchentes.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) notificou a Prefeitura de São Paulo cobrando explicações detalhadas, no prazo de 48 horas, sobre os protocolos de emergência adotados durante a tempestade de quarta-feira (14). O temporal resultou na morte de uma mulher de 47 anos em um deslizamento na Brasilândia, deixou dezenas de motoristas ilhados no alagamento do Túnel do Anhangabaú e provocou o transbordamento do lago do Parque Ibirapuera.

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo busca confirmar se a gestão municipal acionou prontamente a Defesa Civil, emitiu alertas via SMS/CGE à população e garantiu o acolhimento emergencial às famílias atingidas. Além da notificação administrativa, o MPSP ingressou com pedido na Justiça para a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil caso a gestão descumpra prazos para a apresentação do Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas e obras de drenagem pendentes.

Em contrapartida, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que os protocolos de segurança do Túnel do Anhangabaú funcionaram corretamente — justificando a interrupção parcial como medida de prevenção — e atribuiu a severidade dos alagamentos ao volume atípico de chuva (40% do esperado para o mês acumulados em poucos minutos). Nunes informou que a administração municipal revisará os planos de contingência e avaliará a instalação de novas bombas de sucção e drenagem nos pontos mais vulneráveis do Centro.

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