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Morte de Lindsey Graham abala Washington e redefine cenário político nos EUA

Aliado histórico de Donald Trump, senador republicano morreu aos 71 anos após passar mal poucas horas depois de retornar de uma viagem oficial à Ucrânia. A perda abre disputa pela vaga no Senado e provoca repercussão internacional.

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Por Gabrielle Tricanico | Internacional | Estados Unidos

A morte do senador republicano Lindsey Graham, aos 71 anos, provocou forte impacto na política norte-americana e repercutiu entre líderes mundiais. Um dos parlamentares mais influentes do Partido Republicano e aliado próximo do presidente Donald Trump, Graham morreu na noite de sábado (11), poucas horas depois de conversar por telefone com o presidente e dias após retornar de uma missão oficial à Ucrânia.

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, Trump revelou que havia falado com o senador na noite anterior. Segundo o presidente, Graham comentou apenas que estava “um pouco cansado” após a viagem, mas aparentava estar bem e seguia trabalhando normalmente. O parlamentar tinha agenda intensa e pretendia continuar defendendo projetos considerados prioritários para o governo.

De acordo com informações preliminares divulgadas pelas autoridades médicas, Graham sofreu uma dissecção da aorta, associada a doença cardiovascular arteriosclerótica. A causa definitiva ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Poucos dias antes de morrer, Graham esteve em Kyiv, onde se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy para discutir apoio militar e novas sanções contra a Rússia. Reconhecido por sua atuação firme em política externa, o senador era um dos maiores defensores da manutenção da ajuda americana à Ucrânia e de uma postura dura diante de Rússia, Irã e outros adversários estratégicos dos Estados Unidos.

Ao longo de mais de três décadas no Congresso, Lindsey Graham construiu uma trajetória marcada por forte influência nas áreas de Justiça, Defesa e Relações Exteriores. Embora tenha sido crítico de Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016, tornou-se posteriormente um de seus principais aliados políticos e um dos nomes mais influentes do Partido Republicano no Senado.

Com sua morte, a legislação da Carolina do Sul prevê que o governador Henry McMaster indique um substituto temporário até a realização de uma eleição especial para definir quem ocupará definitivamente a cadeira no Senado. A mudança pode influenciar diretamente o equilíbrio político da Casa em um momento de debates sobre orçamento, política externa e reformas eleitorais.

A repercussão foi imediata. Líderes dos Estados Unidos, da Ucrânia, de Israel e de outros países prestaram homenagens ao senador, destacando sua atuação internacional e sua influência na política externa americana.

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