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Moeda $ Mercado: Tensão no STF e expectativa por decisões sobre juros dominam o mercado financeiro

Julgamento decisivo em Brasília e cenário geopolítico internacional elevam a volatilidade econômica na véspera da “Super Quarta”.

O noticiário econômico e político nacional volta suas atenções para o Supremo Tribunal Federal (STF), que realiza uma sessão decisiva para avaliar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivamento da investigação solicitada por André Mendonça contra o ministro Alexandre de Moraes. Analistas do mercado financeiro avaliam que o acatamento do pedido da PGR resultará em impunidade, enquanto a rejeição poderá abrir caminho para um processo formal contra Moraes. A instabilidade institucional, agravada por polêmicas recentes — como as críticas de Fernando Haddad ao seu sucessor, Dario Durigan, e os ataques verbais deste à presidência argentina —, trava a produção industrial, dificulta o crédito e afasta investidores, refletindo diretamente no fechamento negativo da bolsa, que caiu 0,91%, e na alta de 0,44% do dólar.

Além da crise em Brasília, a economia sofre com a pressão do cenário internacional e aguarda a “Super Quarta”, data em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciarão novas diretrizes monetárias. O Federal Reserve (Fed) americano tem previsão de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) brasileiro deve promover um corte de 0,25%, reduzindo a elevada taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. O mercado monitora também o avanço da tensão geopolítica global, com o barril de petróleo alcançando a marca de 108 dólares devido a atritos envolvendo Estados Unidos e Irã, além de um recente bombardeio próximo à fronteira da Polônia, que intensifica os temores sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Em meio ao cenário de incertezas, especialistas em economia orientam moderação e cautela aos investidores, ressaltando os impactos negativos de propostas implementadas de forma apressada em ano eleitoral, a exemplo do fim da escala de trabalho seis por um. O desgaste das instituições brasileiras e do Congresso Nacional gera fortes críticas à conduta dos magistrados da Suprema Corte, havendo ressalvas positivas apenas à atuação da ministra Cármen Lúcia, considerada irretocável. Diante desse quadro, formadores de opinião apontam a desobediência civil pacífica e organizada como uma ferramenta legítima de demonstração de indignação popular, cobrando o restabelecimento da harmonia e da eficiência entre os poderes da República.

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