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Mauá: mulher denuncia três dias de agressões e GCM prende companheiro em flagrante no Jardim Santa Lídia

Vítima apresentava hematoma no olho, ferimentos no joelho e na cabeça e relatou que não deixava a residência porque não tinha para onde ir; mulher recebeu atendimento médico e foi encaminhada a abrigo pela rede de proteção

Por Gabrielle Tricanico | SEGURANÇA | MAUÁ

Uma mulher que relatou ter sido vítima de agressões durante três dias consecutivos foi retirada de uma situação de violência doméstica na noite de quinta-feira (3), no Jardim Santa Lídia, em Mauá. O companheiro foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM).

O caso mobilizou a Patrulha Maria da Penha e terminou não apenas com a condução do suspeito à delegacia, mas com atendimento médico, exame de corpo de delito e encaminhamento da vítima para um abrigo da rede municipal de proteção.

Um dos relatos feitos pela mulher aos agentes chama atenção para uma das barreiras enfrentadas por vítimas que tentam romper o ciclo de violência: ela afirmou que queria deixar a residência, mas permanecia no imóvel porque não tinha para onde ir.

GCM encontrou mulher com sinais de agressão

A ocorrência começou após o Centro de Comunicação (CECOM) acionar a Patrulha Maria da Penha para verificar uma denúncia de violência doméstica no Jardim Santa Lídia.

Ao chegar à região, os agentes receberam de uma moradora informações sobre o imóvel onde a situação estaria acontecendo.

Na residência, segundo o registro da ocorrência, a equipe encontrou a vítima apresentando sinais aparentes de violência, entre eles hematoma na região do olho, escoriações no joelho e lesões na cabeça.

A mulher também reclamava de dores nas costelas.

Ela relatou à GCM que vinha sendo agredida pelo companheiro havia três dias, com socos e chutes.

“Não tinha para onde ir”

Durante o atendimento, a vítima manifestou a intenção de sair da casa, mas informou aos agentes que continuava vivendo no local por não possuir outro lugar para permanecer.

A situação evidencia como a violência doméstica pode envolver, além da agressão física, fatores econômicos, familiares e de moradia que dificultam o afastamento da vítima do agressor.

A equipe explicou à mulher como funcionam a Patrulha Maria da Penha e os serviços disponíveis na rede municipal de acolhimento.

Enquanto recolhia roupas, medicamentos e documentos pessoais para deixar a residência, os agentes localizaram um simulacro de pistola no imóvel.

O objeto foi apreendido e posteriormente apresentado à autoridade policial.

Suspeito foi levado ao 1º DP de Mauá

O homem foi conduzido ao 1º Distrito Policial de Mauá.

De acordo com o registro da ocorrência, houve resistência durante a condução e os agentes utilizaram algemas para garantir a segurança dos envolvidos.

Após os procedimentos de polícia judiciária, foi registrado o flagrante por violência doméstica. O suspeito permaneceu à disposição da Justiça.

Vítima passou pelo Hospital Nardini

Depois da intervenção da GCM, a mulher recebeu atendimento no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, referência hospitalar de Mauá.

Ela também foi submetida a exame de corpo de delito, procedimento importante para documentar as lesões identificadas no atendimento.

Na sequência, a vítima foi encaminhada para um abrigo e passou a receber assistência do programa Viva Maria, ligado à Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres.

A atuação integrada é importante porque retirar a mulher do local da agressão é apenas uma das etapas do atendimento. O rompimento do ciclo de violência também pode exigir acolhimento temporário, orientação, acompanhamento e acesso a políticas públicas que permitam à vítima reconstruir sua autonomia.

Patrulha Maria da Penha atua no acompanhamento das vítimas

Em Mauá, a Patrulha Maria da Penha integra a estrutura da GCM e atua no atendimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência.

O trabalho é articulado com a rede municipal de proteção para que a ocorrência policial possa ser acompanhada de serviços de acolhimento e assistência.

O caso do Jardim Santa Lídia exemplifica essa atuação: após a intervenção dos agentes e a prisão do suspeito, a vítima deixou a residência, recebeu atendimento de saúde e foi encaminhada para um local protegido.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: ONDE PEDIR AJUDA EM MAUÁ

Mulheres em situação de violência ou pessoas que presenciarem ou tiverem conhecimento de uma agressão podem procurar ajuda. A denúncia também pode partir de familiares, vizinhos ou testemunhas.

GCM de Mauá – 153
Canal para acionamento da Guarda Civil Municipal.

ZAP Delas – (11) 92013-5871
Canal informado pelo município para orientações sobre a rede de proteção às mulheres.

Polícia Militar – 190
Em situações de emergência ou violência em andamento.

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Canal nacional de orientação e registro de denúncias relacionadas à violência contra a mulher.

Em uma situação de risco imediato, a orientação é não confrontar o agressor. A prioridade é buscar um local seguro e acionar as forças de segurança.

O episódio registrado no Jardim Santa Lídia reforça ainda outra mensagem importante: não é necessário esperar que as agressões se repitam ou se agravem para procurar ajuda. A rede de proteção pode ser acionada diante de situações de violência física, ameaça e outras formas de violência doméstica.

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