Com a Serra Antiga interditada após as chuvas, restrições no principal acesso pressionam a mobilidade, o turismo e a economia regional. Em entrevista à Guardiã, capitão Romano afirma que vistorias apontaram quatro pontos que necessitam de intervenções que, segundo ele, ainda não foram executadas pela concessionária.
Por Gabrielle Tricanico | CIDADES | CARAGUATATUBA
O fechamento da Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios amplia os transtornos no Litoral Norte de São Paulo e volta a colocar em discussão a infraestrutura do principal corredor de acesso a Caraguatatuba e aos demais municípios da região.
Em entrevista à Guardiã da Notícia, o coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Romano, detalhou os problemas enfrentados na serra e revelou um ponto que aumenta a pressão por respostas: quatro locais já demandariam obras e intervenções por parte da Concessionária Tamoios.
Segundo Romano, os pontos foram identificados a partir das vistorias realizadas na serra, mas as intervenções necessárias ainda não foram executadas pela concessionária.
A informação muda o foco da discussão. Além da pergunta imediata sobre quando a Serra Antiga poderá ser reaberta, surge outra questão: o que precisa ser feito estruturalmente para reduzir os riscos e evitar que períodos de chuva continuem provocando bloqueios, restrições e transtornos para quem depende da rodovia?
QUATRO PONTOS PRECISAM DE INTERVENÇÕES
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, existem quatro pontos que necessitam de obras na Serra Antiga.
As intervenções ganham importância diante das características geográficas da região, marcada por encostas e pela necessidade de acompanhamento permanente durante períodos de chuva.
A declaração também aumenta a cobrança sobre a concessionária.
Se os pontos que demandam intervenções já foram identificados, é necessário esclarecer quais obras precisam ser executadas, quando essa necessidade foi constatada, qual o estágio de cada intervenção e qual o prazo previsto para conclusão.
SERRA FECHADA PRESSIONA TODO O LITORAL NORTE
O impacto não termina na rodovia.
A Tamoios é uma ligação estratégica entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. Qualquer restrição prolongada interfere diretamente no deslocamento de moradores, trabalhadores, turistas, fornecedores e prestadores de serviços.
Caraguatatuba está no centro dessa operação logística. A partir do município, milhares de motoristas seguem também para outros destinos da região.
Por isso, problemas no acesso podem produzir reflexos no comércio, hotelaria, gastronomia, abastecimento, prestação de serviços e turismo, setores fundamentais para a economia regional.
Para quem mora no Litoral Norte, a discussão é ainda mais sensível: não se trata apenas de uma estrada utilizada por turistas, mas de uma infraestrutura essencial para a rotina da população.
SEGURANÇA É CONDIÇÃO PARA REABERTURA
Apesar da pressão provocada pelos transtornos, a liberação da Serra Antiga precisa respeitar critérios técnicos de segurança.
As vistorias são fundamentais para verificar as condições das encostas e avaliar os riscos após períodos de chuva persistente.
A prioridade deve ser impedir que a necessidade de restabelecer rapidamente o trânsito se sobreponha à segurança de motoristas e trabalhadores.
Ao mesmo tempo, sucessivos períodos de restrição reforçam a necessidade de discutir soluções estruturais capazes de reduzir a vulnerabilidade da rodovia.
PREFEITOS COBRAM RESPOSTAS
Os impactos provocados pelas restrições também aumentaram a pressão política regional.
Prefeitos do Litoral Norte cobram soluções diante dos transtornos enfrentados pela população e dos prejuízos provocados pelas dificuldades de acesso.
A discussão agora precisa avançar da emergência para o planejamento: quais intervenções são necessárias para tornar o acesso ao Litoral Norte mais resiliente durante períodos de chuva?
A declaração do capitão Romano coloca os quatro pontos que precisam de obras no centro dessa cobrança.
GUARDIÃ COBRA EXPLICAÇÕES
A Guardiã da Notícia acompanha os problemas registrados na Rodovia dos Tamoios e os impactos para moradores e visitantes do Litoral Norte.
Diante das informações apresentadas pelo coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, permanecem questões que precisam ser respondidas: quais são exatamente os quatro pontos que necessitam de obras? Por que as intervenções ainda não foram realizadas? Existe cronograma para execução? E quais medidas serão adotadas para reduzir novos períodos prolongados de restrição na Serra Antiga?
Assista à entrevista com o coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Romano. Ele detalha as vistorias, explica a situação da Serra Antiga e fala sobre os quatro pontos que necessitam de intervenções em meio ao caos enfrentado por quem precisa acessar o Litoral Norte.

