Comentarista político da Guardiã da Notícia coloca o candidato de Itaquá entre os nomes competitivos do partido; para Gabrielle Tricanico, concentração de votos no município e expansão pelo Alto Tietê são pontos centrais da candidatura na reta final.
Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | ITAQUAQUECETUBA E ALTO TIETÊ
A reta final das Eleições 2026 coloca Itaquaquecetuba no centro de uma disputa importante pela representação do Alto Tietê na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Dentro da chapa do Republicanos para deputado estadual, Marcelo Barbosa aparece entre os nomes destacados pelo comentarista político da Guardiã da Notícia Maurício Martins.
Na análise de Martins, o Republicanos trabalha com uma expectativa de conquistar entre sete e nove cadeiras na Assembleia. Dentro desse cenário partidário, Marcelo Barbosa é apontado pelo comentarista como um dos candidatos competitivos na disputa interna pelas vagas. Trata-se de uma avaliação política de Martins, e não de uma previsão de resultado eleitoral.
A composição do Republicanos reúne candidatos com bases eleitorais distintas e diferentes níveis de exposição no Estado. É justamente nesse ponto que a candidatura de Barbosa apresenta uma característica relevante: uma base territorial concentrada em Itaquaquecetuba e uma estratégia de expansão para outros municípios do Alto Tietê.
Gabrielle Tricanico: a eleição passa pela capacidade de transformar força municipal em voto regional
Na avaliação da jornalista Gabrielle Tricanico, que acompanha a movimentação política do Alto Tietê e as articulações das Eleições 2026, o desempenho de Marcelo Barbosa deve ser observado a partir de dois movimentos: a concentração eleitoral em Itaquaquecetuba e a capacidade de ultrapassar as fronteiras do município.
Barbosa chega à eleição diretamente associado ao grupo político do prefeito Eduardo Boigues. Ex-secretário de Governo e também ex-secretário de Obras, participou da administração municipal e construiu sua candidatura tendo Itaquaquecetuba como principal território eleitoral.
Para Gabrielle Tricanico, essa ligação produz ao mesmo tempo uma oportunidade e um teste político. O candidato tenta transformar a força eleitoral e a estrutura política do grupo municipal em votos para a Assembleia, enquanto precisa demonstrar capacidade de alcançar eleitores de cidades como Suzano, Arujá, Mogi das Cruzes e outros municípios da região.
O apoio direto de Eduardo Boigues reforça essa estratégia. O prefeito passou a acompanhar Barbosa em agendas pelos bairros e pedir votos para o ex-secretário, defendendo que Itaquaquecetuba tenha representação própria na Assembleia para ampliar a interlocução com o Governo do Estado.
Itaquá vira o principal campo de batalha eleitoral
A análise regional ganha ainda mais importância porque eleições proporcionais não são definidas apenas pelo desempenho individual do candidato. O número de cadeiras conquistadas pelo Republicanos e a votação dos demais integrantes da chapa também participam da equação eleitoral.
Por isso, uma votação expressiva em Itaquaquecetuba pode ser decisiva para Barbosa, mas o desempenho final dependerá também da votação total obtida pelo partido e da posição do candidato dentro da própria chapa.
O desafio político passa a ser transformar reconhecimento municipal em densidade eleitoral suficiente para competir com candidatos que possuem bases consolidadas em outras regiões do Estado.
Alto Tietê busca aumentar representação
Para Gabrielle Tricanico, existe ainda uma segunda leitura que precisa ser feita: a eleição não envolve apenas Marcelo Barbosa, mas a capacidade do Alto Tietê de converter seu peso populacional em representação política na Alesp.
Itaquaquecetuba e os demais municípios da região possuem demandas diretamente relacionadas ao Governo do Estado, principalmente nas áreas de mobilidade, saúde, segurança pública, habitação, drenagem e infraestrutura.
Nesse contexto, a disputa pelas cadeiras estaduais também representa uma batalha territorial. Cada município tenta eleger nomes ligados às suas próprias bases para ampliar o acesso político à Assembleia e ao Palácio dos Bandeirantes.
É por isso que Marcelo Barbosa entra na reta final como um nome relevante para acompanhar dentro da chapa do Republicanos. Maurício Martins identifica competitividade na candidatura; Gabrielle Tricanico chama atenção para o fator territorial: o tamanho da votação em Itaquaquecetuba e a capacidade de avançar pelo Alto Tietê ajudarão a dimensionar a força eleitoral do candidato.
Com menos de duas semanas para a votação, o resultado das urnas mostrará se a estrutura política construída em Itaquaquecetuba conseguirá se converter em uma cadeira na Assembleia Legislativa e qual será o espaço do Alto Tietê na próxima composição da Alesp.
