Animal foi localizado no Canal de Ilhabela e encalhou na Praia do Engenho d’Água
O Instituto Argonauta descartou sinais de colisão, trauma recente ou interação com embarcações na baleia-jubarte encontrada morta em Ilhabela. A avaliação foi feita durante necropsia realizada pelas equipes técnicas do instituto.
O animal era um macho jovem, com aproximadamente 8,7 metros de comprimento. Ele foi avistado inicialmente próximo à travessia da balsa, no Canal de Ilhabela, e depois encalhou na Praia do Engenho d’Água.
Após o atendimento inicial, a baleia foi rebocada até a Praia da Siriúba, onde foram realizados os procedimentos técnicos e a necropsia. A operação contou com apoio da Defesa Civil e da Secretaria de Mobilidade e Segurança de Ilhabela.
Segundo o Instituto Argonauta, a baleia apresentava magreza acentuada e não tinha conteúdo alimentar no estômago. Amostras foram coletadas para análises complementares. Por causa do avançado estado de decomposição, não foi possível determinar com precisão a causa da morte.
O instituto informou que baleias-jubarte utilizam a costa brasileira durante o período migratório e que a presença da espécie no Litoral Norte paulista tem se tornado mais frequente nesta época do ano.
Ilhabela informou que iniciou ações de preparação para a temporada de cetáceos de 2026. Entre as medidas previstas está o uso de drones para ampliar o monitoramento das baleias durante o período migratório.