No 68º Congresso Estadual de Municípios, o uso da Inteligência Artificial (IA) aplicada à segurança urbana foi um dos temas centrais. Em entrevista à Guardiã da Notícia, Wagner Rabichan, presidente da Local DC Tecnologia, apresentou soluções que prometem democratizar o acesso à segurança de alta tecnologia, permitindo que cidades de pequeno porte tenham o mesmo nível de proteção de grandes capitais.
ALÉM DO RECONHECIMENTO FACIAL: A IA DE CONTEXTO
Embora sistemas como a Muralha Paulista e o Smart Sampa já realizem a identificação de placas e rostos, a nova geração tecnológica foca na análise de contexto. Através de modelos de IA sofisticados e alto poder de processamento (GPUs), o sistema identifica eventos de ameaça à vida mesmo quando não há identificação direta do indivíduo:
- Identificação de Agressividade: Detecta posturas corporais que indicam violência entre pessoas.
- Situações de Risco: Identifica armas de fogo, crianças sozinhas em locais públicos ou pessoas em situações de perigo iminente (como risco de queda de alturas).
- Escalabilidade: O sistema envia alertas em tempo real para as autoridades responsáveis, agilizando o tempo de resposta.
SOBERANIA DE DADOS E CUSTO ACESSÍVEL
Um dos grandes diferenciais apresentados é a soberania de dados, com data centers localizados no Brasil. A tecnologia é oferecida na modalidade de serviço, o que elimina a necessidade de grandes investimentos iniciais em infraestrutura própria por parte das prefeituras. Isso permite que cidades com 10 ou 20 mil habitantes possam contratar as mesmas camadas de referência tecnológica utilizadas em metrópoles, adaptando o custo à realidade de seus orçamentos.
TECNOLOGIA NACIONAL E O “FUTURO AGORA”
Diferente do que se imagina, essa tecnologia de ponta é desenvolvida em solo brasileiro, com patentes próprias. O executivo reforçou que, em um ano eleitoral onde a segurança pública é a principal demanda da população, o uso de ferramentas de análise de vídeo em tempo segundo a segundo torna-se um aliado fundamental para gestores que buscam oferecer cidades mais seguras.
A solução é complementar aos parques de câmeras já instalados, adicionando uma “camada de inteligência” que transforma imagens passivas em dados ativos para a preservação da vida.
