Atriz morreu em casa, de causas naturais; veterana da televisão brasileira deixa uma trajetória de quase sete décadas na dramaturgia
A dramaturgia brasileira está de luto. A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa da artista, a morte ocorreu por causas naturais. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em 19 de outubro de 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória Menezes construiu uma das carreiras mais marcantes da televisão brasileira. Ainda na adolescência, ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP) e começou a se destacar nos palcos.
Foi durante a montagem de “As Feiticeiras de Salém” que a atriz conheceu Tarcísio Meira, com quem manteve uma relação de décadas. Em 1963, os dois protagonizaram “2-5499 Ocupado”, da TV Excelsior, considerada a primeira novela diária da televisão brasileira.
Ao longo da carreira, Glória Menezes participou de cerca de 40 produções entre novelas, séries e seriados. Na TV Globo, esteve em trabalhos que marcaram diferentes períodos da teledramaturgia, como “Sangue e Areia”, “Irmãos Coragem”, “O Grito”, “Espelho Mágico”, “Pai Herói”, “Brega & Chique”, “Rainha da Sucata” e “Beijo do Vampiro”.
Mesmo após os 60 anos, a atriz manteve uma rotina intensa de trabalhos. Entre 2004 e 2015, participou de diversas produções, incluindo novelas e minisséries. Seu último trabalho em uma novela foi “Totalmente Demais”, em 2015, quando interpretou Stelinha Alcântara. Em 2018, fez uma participação especial como ela mesma na série “Tá no Ar: a TV na TV”.
Em agosto de 2021, Glória Menezes perdeu o marido, Tarcísio Meira, aos 85 anos. O ator morreu após complicações provocadas pela Covid-19.
Glória Menezes deixa três filhos: Tarcísio Filho, fruto do relacionamento com Tarcísio Meira, além de João Paulo e Maria Amélia, de seu primeiro casamento.
Com uma carreira que atravessou gerações, Glória Menezes deixa seu nome marcado na história da dramaturgia brasileira.
