Vereador Gilberto Nascimento Jr., presidente da comissão, detalha as investigações sobre notas fiscais frias e o futuro da área.
No programa “Cidade Dentro da Cidade”, da rádio A Guardiã da Notícia, o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL), presidente da CPI do Jockey Club na Câmara Municipal de São Paulo, revelou que as investigações foram prorrogadas por mais 120 dias, com prazo final previsto para antes de março. A comissão apura os motivos pelos quais a dívida tributária do Jockey chegou a R$ 830 milhões e os indícios de fraude envolvendo o uso de Transferência de Potencial Construtivo (TDC).
O vereador detalhou que a CPI descobriu um esquema onde notas fiscais usadas para justificar gastos via Lei Rouanet foram reapresentadas de forma fraudulenta à Prefeitura para obter TDCs, criando uma diferença não justificada de cerca de R$ 40 milhões. A arquiteta Ana Clara de Touvo e o intermediador de negócios Igor Carolo estão entre os nomes investigados na fraude das notas. A CPI também utiliza de recursos como a condução coercitiva de empresários, visando desvendar os reais responsáveis, já que a diretoria atual do Jockey demonstrou insatisfação com a gestão anterior, inclusive contratando uma auditoria independente (BPO). Por fim, o presidente da CPI avaliou que a solução para o local pode ser um modelo misto, unindo as intenções da Prefeitura de criar um parque público e os interesses do mercado, como o banco BTG Pactual, de manter o hipódromo e construir empreendimentos imobiliários de alto padrão na área.
