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Cotia no centro da crise eleitoral: MPE-SP pede impugnação de candidato do Podemos preso em operação que apura elo com PCC

Emerson Rocha, conhecido como Felipinho, construiu sua base política em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, e disputa uma cadeira na Alesp. Preso na Operação Cátaros, ele agora é alvo de pedido do Ministério Público Eleitoral para barrar sua candidatura.

Por Gabrielle Tricanico | GRANDE SÃO PAULO | COTIA

Cotia passa a ocupar o centro de um dos casos de maior repercussão da corrida eleitoral paulista de 2026. O Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP) apresentou pedido de impugnação da candidatura de Emerson Dias Rocha, o Felipinho (Podemos), candidato a deputado estadual com forte atuação política no município da Região Metropolitana de São Paulo.

Rocha foi preso na quinta-feira (20), durante a Operação Cátaros, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação atingiu diretamente o ambiente político de Cotia: além do candidato, três vereadores do município foram alvos da investigação. (Folha de S.Paulo⁠)

Base política de Emerson está concentrada em Cotia

Embora tenha nascido em Belo Horizonte (MG), Emerson Rocha consolidou sua origem e base de atuação política em Cotia, onde é apontado como liderança social e articulador de um grupo político local.

Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, Rocha construiu influência sobre a política municipal e chegou à disputa pela Alesp respaldado por lideranças de Cotia. O Podemos considerava sua candidatura competitiva para conquistar uma cadeira de deputado estadual. (Metrópoles⁠)

É justamente essa ligação territorial que amplia a repercussão regional do caso. A Operação Cátaros também alcançou agentes políticos do município e realizou diligências em diferentes cidades paulistas. (Folha de S.Paulo⁠)

Operação Cátaros chega à política de Cotia

A investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao PCC. Segundo informações divulgadas sobre a operação, as diligências ocorreram em Cotia e outros municípios paulistas, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. (Folha de S.Paulo⁠)

A ação mobilizou policiais civis e militares e resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

A Câmara Municipal de Cotia também entrou no radar da operação porque gabinetes de vereadores foram alvo das buscas. (Folha de S.Paulo⁠)

MPE-SP quer barrar candidatura à Alesp

Após a prisão, o Ministério Público Eleitoral apresentou pedido para impedir o registro da candidatura de Emerson Rocha à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Além dos fatos investigados na Operação Cátaros, o pedido menciona o histórico judicial do candidato e questões relacionadas à documentação apresentada no processo eleitoral.

Emerson Rocha aparece registrado na disputa de 2026 pelo Podemos, número 20444, com pedido de candidatura ainda aguardando julgamento. (UOL Notícias⁠)

O pedido de impugnação, no entanto, não significa que a candidatura já tenha sido definitivamente barrada. A decisão cabe à Justiça Eleitoral e está sujeita aos procedimentos e recursos previstos em lei.

Histórico judicial também entra no caso

O histórico de Emerson Rocha também voltou à discussão. O candidato foi condenado em 2008 por tentativa de homicídio relacionada a um crime ocorrido em 1998. A pena estabelecida foi de quatro anos e quatro meses de reclusão, mas ele não chegou a cumpri-la. Posteriormente, foi reconhecida a prescrição da pretensão executória. (CNN Brasil⁠)

Esse histórico passou a ganhar nova dimensão pública depois da prisão na Operação Cátaros e do questionamento sobre sua candidatura.

Caso tem impacto direto na disputa regional

A repercussão ultrapassa a candidatura individual de Emerson Rocha porque atinge uma articulação política construída em Cotia e na região oeste da Grande São Paulo.

Com a campanha eleitoral em andamento, o avanço das investigações e o julgamento do pedido de impugnação passam a ser acompanhados não apenas pelo Podemos, mas também pelas forças políticas que disputam votos na região metropolitana.

A Guardiã da Notícia acompanha o andamento do processo e ressalta que as suspeitas investigadas na Operação Cátaros ainda precisam ser submetidas ao devido processo legal. Prisão preventiva, investigação e pedido de impugnação não equivalem a condenação definitiva pelos fatos investigados. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Emerson Rocha e do Podemos.

Cotia entra no centro da disputa eleitoral após o MPE-SP pedir a impugnação de Emerson Rocha, do Podemos, preso na Operação Cátaros, que investiga suposta lavagem de dinheiro relacionada ao PCC.

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