PF apura suspeita de desvio de recursos públicos destinados por emendas do deputado Mário Frias
Caiu o sigilo da ação que investiga a possível utilização irregular de recursos públicos destinados a projetos ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a Polícia Federal, as investigações preliminares apontam a possível ocorrência de desvio de dinheiro público praticado por uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O deputado federal Mário Frias, autor das emendas parlamentares investigadas e roteirista do filme, aparece entre os alvos da apuração.
A investigação analisa o repasse de recursos, por meio de termos de fomento, ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, entidades presididas pela produtora Karina Ferreira da Gama. A Polícia Federal apura se empresas foram subcontratadas de forma irregular e se houve prestação efetiva dos serviços.
Auditorias também levantaram dúvidas sobre a aplicação de cerca de dois milhões de reais destinados a projetos financiados por emendas parlamentares. A ausência de documentos fiscais e de comprovação integral dos serviços levou os investigadores a apurar se parte dos recursos foi desviada de sua finalidade.
Mário Frias já negou ter destinado emendas para financiar o filme. Karina Gama afirmou que os recursos foram aplicados corretamente. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação dos envolvidos. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.