Estudantes protestaram nesta segunda-feira (28) contra a suposta omissão da direção diante de denúncia envolvendo professor e aluna; ato reuniu também movimento estudantil e Conselho da Mulher do município
Alunos da Etec Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, paralisaram as atividades e realizaram um protesto nesta segunda-feira (28). O ato foi organizado por um grupo de WhatsApp que, segundo os estudantes, reunia cerca de 400 participantes, e teve como principal motivação um caso de suposto assédio envolvendo um professor e uma aluna da unidade.
Segundo os alunos, a direção da escola não teria dado o apoio esperado à aluna após o episódio. Também relataram, segundo eles, casos anteriores de ocorrências sem solução, como situações de desrespeito e de falta de acolhimento diante de reclamações levadas à gestão. Em uma reunião de curso, de acordo com os estudantes, chegou a ser informado que havia mais de 90 ocorrências pendentes na escola.
O protesto também reuniu queixas sobre o relacionamento entre alunos e integrantes da coordenação. Estudantes afirmaram que já foram repreendidos de forma que consideraram desrespeitosa, em episódios que, segundo eles, não tiveram relação com indisciplina.
Participaram do ato representantes da União Municipal de Estudantes Secundaristas de Ribeirão Pires, que cobrou uma postura mais firme da escola em casos de assédio. Segundo a entidade, professores afastados por denúncias costumam retornar às atividades pouco tempo depois.
O Conselho Municipal de Direitos e Defesa das Mulheres de Ribeirão Pires também esteve presente e confirmou ter recebido a denúncia contra o professor. A presidente do órgão disse que o caso é acompanhado pelo Conselho e reforçou o apoio ao movimento dos estudantes.
O protesto terminou de forma pacífica. As acusações partem de alunos e entidades que acompanharam o caso e ainda não foram confirmadas pela direção da escola. A reportagem procurou a Etec e o Centro Paula Souza, responsável pela unidade, e aguarda posicionamento.

