Candidatos à Presidência se enfrentaram nos estúdios da Band; segurança pública, economia, corrupção e acusações familiares dominaram o confronto.
O primeiro confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026, realizado na noite deste domingo (18) nos estúdios da TV Band, foi dominado por forte tensão, trocas de acusações e embates pessoais. A uma semana da votação, os dois postulantes ao Palácio do Planalto rivalizaram sobre temas como segurança pública, gestão econômica, condutas de familiares e denúncias de corrupção.
O clima esquentou logo no início, quando o debate abordou a segurança pública. Flávio prometeu enquadrar facções como narcoterroristas e acusou o governo federal de adotar uma postura de “desencarceramento”. Lula rebateu destacando a atuação de sua gestão e cobrando a aprovação da PEC da Segurança no Congresso. O tom pessoal subiu quando Flávio tentou se aproximar fisicamente de Lula, que recusou: “Não quero ficar perto de você. Da família Bolsonaro eu quero distância. De miliciano eu quero distância”. Em seguida, o senador provocou: “Eu estou sem carteira aqui, você não vai poder me roubar”.
Na economia, Flávio apresentou uma proposta de refinanciamento de dívidas e voltou a criticar o impacto da inflação no poder de compra das famílias e no preço dos alimentos. Lula enfatizou indicadores de emprego, a valorização do salário mínimo e conquistas sociais de seus mandatos, ironizando o adversário ao afirmar que o senador “conhece trabalhador por literatura, porque nunca trabalhou”. Mudanças de posicionamento sobre a pauta trabalhista (como a escala 6×1) e acusações envolvendo familiares, como Eduardo Bolsonaro nos EUA e parentes do presidente, também centralizaram as trocas de farpas.
Diante do clima hostil e das constantes interrupções vindas das torcidas na plateia, a mediação precisou intervir por diversas vezes durante os blocos e na etapa de considerações finais. O debate refletiu o cenário das pesquisas de intenção de voto, que apontam um pleito acirrado a poucos dias da definição das urnas no país.

